CIDADE DO VATICANO - O cardeal alemão Joseph Ratzinger, que foi eleito papa na última terça-feira depois de um rápido Conclave e adotou o nome de Bento XVI, obteve uma ampla maioria de votos, informaram diversos vaticanistas.
A imprensa afirma que o alemão teria obtido entre 95 e 107 votos dos 115 cardeais eleitores. Para ser eleito seriam necessários 77.
''Joseph Ratzinger foi eleito por 95 votos sobre 115 e não encontrou nenhuma resistência em um dos Conclaves mais rápidos do último século'', segundo o vaticanista Marco Tosatti, do jornal La Stampa.
''O que está claro é que a candidatura do cardeal bávaro foi crescendo desde a primeira noite (segunda-feira), de forma constante, sem que nenhuma candidatura de oposição tivesse a oportunidade de bloqueá-la'', acrescentou Tosatti.
Para Marco Politi, do jornal La Repubblica, ''Joseph Ratzinger superou os 100 votos em sua eleição relâmpago''.
O número de 107 votos é citado pelo vaticanista do Il Messaggero, Orazio Petroselli, que afirma que na primeira votação da tarde de terça-feira, depois da qual foi expelida a fumaça branca, ''apenas sete ou oito votos não foram para ele''.
Entre os opositores a Ratzinger neste Conclave foram destacados vários nomes, sobretudo os cardeais italianos Carlo Maria Martini, ex-arcebispo de Milão, e Camillo Ruini, vigário do Papa em Roma, segundo as mesmas fontes.
Ao que parece, Martini estava empatado com Ratzinger, e inclusive um pouco à frente, na votação da tarde de segunda-feira.
No entanto, os vaticanistas afirmam que Ratzinger obteve a maioria necessária na manhã da última terça-feira, quando a fumaça ainda foi negra, e pediu uma votação de confirmação na tarde de terça-feira.
AFP