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Imprensa mundial repercute horror e discute autoria do massacre

REDAÇÃO CENTRAL - A imprensa mundial detalha hoje o terror que Madri viveu ontem, ressalta a solidariedade aos espanhóis e especula sobre a autoria dos atentados. The New York Times destaca a monstruosidade do crime contra vítimas inocentes e conclui em seu editorial, intitulado ‘Zona Zero, Madri’, que ‘Agora todos somos madrilenhos’.

''Independente de os responsáveis serem a ETA, como o Governo espanhol pensou inicialmente, a Al Qaeda ou qualquer outro grupo terrorista, as comparações com os atentados de 11 de setembro de 2001 são inevitáveis e pertinentes. A Espanha e a América não estão sozinhas'', afirma.

O jornal também publica um artigo assinado por Javier Marías, intitulado ‘Outro meio-dia de silêncio em Madri’, e faz uma ampla cobertura da investigação sobre a autoria dos atentados. A imprensa árabe se mostra cautelosa na hora de apontar os autores dos atentados.

O jornal internacional Al Hayat reconhece que é difícil estabelecer quem são os responsáveis pelo massacre. Quem quer que seja o autor, a única certeza é que se trata de um assassino. Nenhuma possível injustiça justifica ato tão cruel. Nem este jornal, nem o saudita Al Sharw Al Awsat, fazem referência ao fato de a Al Qaeda ter assumido a autoria dos atentados, mas o egípcio Al Ahram faz.

''Terror sem nome'' é a manchete o jornal francês Liberation, que destaca que as palavras para demonstrar raiva e ódio são poucas. Sobre a responsabilidade dos atentados, afirma que é inevitável que se pense primeiro no ETA, mas também que faltam provas sobre sua responsabilidade e que o caráter em massa do atentado de Madri corresponde ao que se sabe da Al Qaeda.

O jornal conservador Le Figaro traz na manchete de sua primeira página o título ‘Espanha: o não ao horror’. Conta que depois da ETA também se suspeita da Al Qaeda e insiste que a Espanha está infiltrada pelas redes fundamentalistas islâmicas. No entanto, também afirma que o grupo basco ETA conserva suas capacidades de fazer o mal.

Toda a imprensa italiana destaca os atentados terroristas de ontem em Madri e ressalta que por trás do massacre estão as mãos da ETA e a sombra da Al Qaeda. O Corriere della Sera, de Milão, destaca na primeira página: 'Madri, 11 de março de 2004. A mão da ETA, a sombra da Al Qaeda'.

Magdi Allam, subdiretor do jornal e especialista no mundo árabe, revela em um artigo as ligações entre a ETA e o extremismo islâmico, e insinua que atuaram juntas nos sangrentos atentados de Madri. Em sua análise, Allam afirma que 80 militantes do grupo terrorista ETA participaram da guerra do Iraque ao lado de outros militantes islâmicos, fazendo parte da Brigada Euskal Herria.

O La Repubblica, de Roma, dedica treze páginas aos atentados de Madri. A imprensa russa intitula em seus jornais: ‘Explodiram a Europa’, 'Guerra mundial contra o terrorismo' e ‘Europa tem agora seu próprio 11 de setembro’. No Reino Unido, toda a imprensa fala do massacre. The Guardian se pergunta ‘ETA ou Al Qaeda?’ e afirma que se tiver sido a ETA representará uma mortal mudança de tática.

The Daily Telegraph diz que os ataques são o tipo de massacre que a Polícia européia temia desde o 11 de setembro. The Times e The Independent publicam em sua primeira página fotos dos destroços com a manchete: ‘Massacre em Madri’. Na Bélgica, as palavras ‘massacre’ e ‘carnificina’ estão em toda a imprensa.

O liberal Le Soir publica um editorial intitulado 'Combater os inimigos da liberdade, assim como uma pergunta recorrente: ‘ETA ou Al Qaeda?'.

O jornal português Público afirma em seu editorial que ao atacar os trens de Madri e matar jovens estudantes e gente humilde, os terroristas, sejam da ETA ou da Al Qaeda, superam uma nova barreira em um caminho cheio de sangue e barbaridades.

O Jornal de Notícias afirma que se tiver sido a ETA, estamos diante do agravamento do terrorismo na Espanha, mas se tiver sido cometido a Al Qaeda, pode significar que a guerra chegou à Europa. Os principais jornais dos países da Europa Central e dos Bálcãs expressam hoje seu horror com os atentados.

Agência EFE

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[12/03/2004] [10:39]


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