Unesco defende proibição universal da clonagem humana
PARIS - O diretor-geral da Unesco, Koichiro Matsuura, condenou ''categoricamente'', nesta segunda-feira, o anúncio, na semana passada, do nascimento do primeiro bebê clonado e classificou a pesquisa da empresa Clonaid, vinculada à seita dos raelianos, de ''prática criminosa''.
''Confirmado ou não, nos lembra a urgência de fazer tudo o que for possível, em nível nacional e internacional, para proibir experiências não só arriscadas no plano científico, mas também inaceitáveis do ponto de vista ético, porque atentam de forma intolerável contra a dignidade humana'', afirmou Matsuura.
Em um comunicado divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) três dias depois do anúncio da Clonaid, Matsuura afirmou que não pode haver progressos para a humanidade ''em um mundo no qual a ciência e a tecnologia se desenvolvem independentemente de toda exigência ética''.
Matsuura acrescentou que é preciso dar continuidade à ação que permitiu em 1997 a adoção da declaração universal da Unesco sobre o genoma humano e os direitos humanos. A declaração estabelecia, entre outros pontos, que ''não devem ser permitidas práticas contrárias à dignidade humana, tais como a clonagem de seres humanos com fins reprodutivos''.
''É urgente chegar a um texto de alcance universal que proíba e reprima qualquer tentativa de clonagem humana reprodutiva'', ressaltou o representante da Unesco.
Agência EFE