Agência JB RIO - O corte do levantador Ricardinho da seleção masculina de Vôlei, uma semana após a conquista da Liga Mundial e o título de melhor jogador da competição, foi como um balde de água fria na imagem de time perfeito, de equipe única e indestrutível comandada por Bernardinho. A imprensa parou. Muita gente apostou que estava instaurada uma crise e que a seleção corria o risco de não levar a medalha de ouro, já considerada certa, levando-se em consideração a avassaladora e surpreende performance a equipe nos últimos anos. Bernardinho mostrou que tem o total controle da equipe e das decisões. Foi criticado pelo corte e a escalação de seu filho, o levantador Bruno Rezende, sendo chamado de autoritário e nepotista. A torcida tentou ensaiar um protesto no primeiro jogo, chegando a vaiar a presença de Bruninho em quadra, mas logo se conformou. O jovem levantador fez seu serviço, o time continuou mostrando porque é o melhor do mundo e Bernandinho reafirmou seu poder como técnico. O time comemorou, homenageou o colega ausente, mas em nenhum momento contestou a decisão do treinador. Por mais talentosos e vitoriosos que sejam, todos sabem muito bem de quem é a palavra final na seleção brasileira de Vôlei masculino.
|