Brasileiras do nado sincronizado terminam em terceiro lugar aplaudidas

Angélica Paulo, Agência JB

RIO - O segundo dia de apresentações do nado sincronizado na piscina do Parque Aquático Maria Lenk foi de vento forte e público tímido. A seleção brasileira, primeira a cair na água, não contou com o calor costumeiro da torcida, que ainda não ocupava completamente as cadeiras do parque. Ainda assim, a equipe apresentou coreografia precisa, conquistando o terceiro lugar na classificação geral por equipes.

Os ritmos latinos que marcaram as apresentações da quarta-feira foram substituídos por sons mais característicos de cada país. Enquanto as americanas trouxeram os anos 50 para a piscina através do rockabilly (subgênero do rock), as brasileiras deram o tom da apresentação nadando ao som do samba do grupo Uakti, da bateria da Mangueira e da “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, arrancando aplausos da platéia, que novamente exibia faixas e cartazes de incentivo às atletas, que receberam dos juízes a nota 44.833.

- Foi uma boa nadada, mas o fato de termos sido as primeiras prejudicou um pouco. Como os juízes não sabiam o que ainda estava por vir, foram mais comedidos na nota - contou a técnica Roberta Perillier, que considerou a apresentação satisfatória, apesar de alguns erros.

- Houve alguns erros que são normais na estréia, mas vamos ajustá-los para a final de sábado - afirmou Roberta.

A reação das atletas ao sair da piscina era de extremo contentamento. A carioca Glaucia Heier, remanescente da equipe que conquistou o bronze em Santo Domingo, distribuiu sorrisos e beijos para a família e o namorado, que vibravam na platéia.

- Disputar um Pan em casa é diferente. O público é mais caloroso e é muito bom ver pessoas que você conhece torcendo - afirmou logo após a estréia, ainda tremendo um pouco por causa do vento frio que soprava.

Para Caroline Hildebrandt, a apresentação desta quinta foi mais tranqüila. Representando o Brasil também também no dueto, a atleta se disse mais confiante com a última apresentação.

- Ontem foi a primeira vez que nadamos, éramos só duas - disse, referindo-se à Lara Teixeira - então só depois que ouvimos o público é que a ficha caiu. Hoje estava a equipe toda, dava para concentra mais - disse a estudante de Comunicação Social, confirmando que alguns erros aconteceram, mas que serão trabalhados para a próxima apresentação.

A coreografia reservada para a final de sábado representará um tour pela cidade maravilhosa, representando pontos turísticos do Rio, como o Maracanã, Copacabana e o Cristo Redentor, ao som de Tom Jobim.

- Sábado vai ser melhor. Nosso forte são as coreografias longas e três ou quatro das nossas atletas são grandes acrobatas. Estamos na disputa. O ouro ainda é difícil, mas vamos brigar pela prata - afirma Roberta, acrescentando que a cada ano a equipe melhora mais um pouco.

- O trabalho com o nado sincronizado leva tempo, é muito demorado. Mas estamos bem, e a cada ano subimos uma posição. Saímos do 11º lugar em 2006 e estamos em 10º em 2007. A questão é manter a equipe e dar continuidade ao trabalho - conta.

O grande empecilho da equipe no caminho do bronze é a equipe do México, que terminou a primeira apresentação em quarto lugar, mas que promete dar trabalho para as nadadoras.

- Estados Unidos e Canadá são imbatíveis. Mas conseguimos ajustar muitas coisas e tecnicamente estamos superiores - finaliza a técnica.


[ 10:18 ]   26/07/07