Em jogo duro, Brasil vence o Paraguai por 2 a 0 no futsal

Nilo Junior, Agência JB

RIO - Como os brasileiros previram, o Paraguai foi realmente o adversário mais duro que a seleção de futsal enfrentou. Apesar das dificuldades, o Brasil venceu o adversário por 2 a 0, nesta quarta-feira, no Riocentro, e garantiu o primeiro lugar do grupo A. Marquinho e Gabriel fizeram os dois gols na segunda etapa. Falcão, que luta para chegar ao gol de número 200 pela seleção, neste Pan - ele tem 195 - não foi o jogador brilhante da última partida, na goleada por 8 a 0 sobre Cuba. Mas, ainda assim, o camisa 12 fez boas jogadas, quase marcou um golaço no fim do jogo e deu um chapéu humilhante em um paraguaio.

Após o jogo, os brasileiros comentaram as adversidades encontradas e colocavam a “culpa” no técnico do Paraguai, o brasileiro Fernando Ferreti, velho conhecido da maioria dos atletas e treinador do Falcão, no Jaraguá do Sul.

- Em qualquer banco que o Ferreti senta, ele faz a diferença. Para o time, que vai jogar muito, e para o banco, que pode quebrar a qualquer momento - brincou o jogador, referindo-se ao peso do técnico.

Ferreti, por sua vez, retribuiu os elogios do “seu” craque e falou que, apesar da derrota, ele gostou do comportamento tático da equipe, que marcou bem, mas não soube fazer gols.

- É complicado mandar alguém marcar o Falcão. Damos alguns toques, dizemos o que ele gosta de fazer, mas ele é muito criativo e sempre inventa alguma coisa. Mas o time foi bem na defesa, e talvez só tenha falhado no segundo gol que sofreu – falou.

O técnico Paraguaio tem razão. A marcação de seu time foi implacável no primeiro tempo

Apesar da maior posse de bola do time brasileiro, o Paraguai era perigo no contra-ataque. A melhor chance do Brasil saiu dos pés de Betão, aos 15 minutos. O jogador recebeu de costas para o gol, girou e acertou uma bomba na trave. O pivô, que chegou a ser vaiado na partida de terça, contra Cuba, viro xodó da torcida, que a toda hora gritava o seu nome.

- Fico feliz por esse reconhecimento. Na estréia eu não fui bem, mas acho que a minha atuação hoje (quarta-feira) nem foi tão diferente da de ontem. Agradeço ao PC e aos meus companheiros, que sempre me apoiaram.

No segundo tempo, os paraguaios quase abriram o placar aos quatro minutos, após boa triangulação. Mas foi o Brasil quem, finalmente, marcou, no lance seguinte. Marquinho, em jogada individual, chutou e contou com a ajuda do goleiro Carlos Britez, que deixou a bola passar entre as pernas.

Aos 13 o Brasil fez o segundo. Neto fez boa jogada pela esquerda e rolou para Gabriel, no outro lado da quadra, que acertou um belo chute no ângulo. O goleiro paraguaio parecia querer mesmo ajudar o Brasil e quase tomou outro gol por baixo das pernas. O Brasil seguiu buscando o terceiro gol, e até poderia ter feito. Em uma das oportunidades, a um minuto do final do jogo, Falcão recebeu de costas dentro da área e quase marcou, de letra. O craque ainda arrumou tempo para dar um chapéu sensacional em um adversário, para levar a torcida ao delírio.

Após o jogo, o técnico Paulo Cesar Oliveira, elogiou a atuação do Brasil e disse que espera ver o Paraguai novamente, mas dessa vez na final.

- O time de comportou muito bem em quadra e estamos crescendo de produção. O campeonato começou quando enfrentamos o Paraguai. A partir de agora temos a real noção do que vamos encontrar. Acredito que as duas equipes farão a final.

Perguntado sobre a possibilidade de enfrentar a seleção brasileira na final, Ferreti disse que não se ilude e que tem plena certeza do favoritismo da equipe verde-amarela.

- Viemos aqui buscar uma medalha e se pegarmos o Brasil na final vou ficar feliz e comemorar a medalha de prata. Se vier a de ouro... eu nem sei. O Brasil é o favorito e deve ser o campeão.


[ 19:08 ]   25/07/2007