Frederico Zartore, Agência JB RIO - A torcida que foi à Arena Multiuso assistir a seleção brasileira feminina de basquete disputar a final contra os Estados Unidos e a despedida da jogadora Janeth das quadras, ficou com o grito de campeão entalado até o término do terceiro quarto da partida. Jogando bem, as meninas do Brasil se mantiveram à frente no placar até o início do último quarto. Na etapa final, quando tudo indicava que o ouro estava por vir, as brasileiras não conseguiram o mesmo desempenho e deixaram as norte-americanas passarem à frente no jogo. Era o que a equipe da América do Norte precisava para tornar-se campeã. Com nove bolas de três pontos convertidas na partida, Matte Ajavon, tornou-se o pesadelo do Brasil, que não soube jogar estando atrás no placar. - A equipe brasileira está de parabéns. Soubemos aproveitar os espaços abertos – conta a armadora, que atua no mesmo time que Janeth jogava na WNBA. – Janeth é uma profissional exemplar, jogar com ela me deu muita experiência – afirma. Nem o apoio da torcida, que não parou de incentivar um instante sequer, ajudou as brasileiras. Demonstrando nervosismo as jogadoras precipitavam os ataques e não conseguiam converter os pontos, facilitando o rebote adversário. - Começamos a errar umas bolas fáceis e ficamos atrás no marcador – explica Antonio Carlos Barbosa, técnico da seleção brasileira, que elogiou a equipe dos Estados Unidos. – É uma equipe jovem que assume a responsabilidade individualmente – completa. Apesar do jogo equilibrado, e das brasileiras dominaram os três primeiros quartos da partida com um bom desempenho na defesa, o que prevaleceu foi a qualidade individual das norte-americanas no último quarto. Pelo Brasil, Micaela foi a jogadora que mais se destacou. Rápida tanto na defesa quanto no ataque, a ala converteu 21 pontos, roubou quatro bolas e pegou quatro rebotes. Visivelmente decepcionada a atleta falou sobre a derrota. - Revivi o último mundial. Estou muito triste, mas o que importa agora é olhar para frente e fazer uma boa preparação para o pré-olímpico – diz. Fora do comando da equipe a partir desta terça-feira, o técnico Barbosa falou sobre a partida e renovação. - Obviamente não fizemos uma boa partida no ataque e as americanas souberam aproveitar isso - avalia. - É o momento de renovação. A seleção precisa de um olhar novo. Estou na seleção há muito tempo como treinador. Quero agora ser útil em outra função – afirma. Se as meninas ficaram com a prata, a torcida brasileira certamente ficou com o ouro. Atuante, os torcedores jogaram com o time durante toda a partida e não deram moleza às americanas. - Esta torcida é fantástica. É difícil manter a concentração com todos eles gritando – conta Matte Ajvon. Janeth, a mais solicitada pelos torcedores, entrou em quadra pela última vez como jogadora e fez uma boa partida. Com 25 nos de carreira, a ala avalia com foi jogar com esta nova geração, e como se sente encerrando a carreira com uma medalha de prata. - Fico um pouco chateada em me despedir com a prata, mas ao mesmo tempo me sinto lisonjeada de ter feito parte de uma geração tão promissora – conclui.
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