Com show e três gols de Falcão, Brasil goleia Cuba

Nilo Junior, Agência JB

RIO - Passado o nervosismo da estréia, a seleção brasileira de futsal reencontrou o bom futebol e voltou a dar o show que a torcida gosta de ver. Nesta terça-feira, a equipe goleou a fraca seleção cubana por 8 a 0 e garantiu presença nas semifinais dos Jogos Pan-Americanos do Rio. Além dois oito gols, os brasileiros que compareceram ao ginásio do pavilhão 3B do Riocentro puderam vibrar com os dribles e malabarismo de Falcão, que distribui “canetas”, fez embaixada e levou o público e os cubanos à loucura.

- Hoje (terça) o time jogou com alegria. É isso que o PC nos pede: um futebol alegre e responsável, que nos permite tentar o drible, a jogada ousada. Mas se perdemos a bola, temos que marcar, voltar dar carrinho. Temos um grupo excelente, muito técnico. Se jogarmos com a mesma vontade dos outros a nossa técnica prevalecerá sempre. Não queremos ficar como uma geração excelente e perdedora – disse Falcão.

O técnico Paulo Cesar Oliveira concordou com Falcão, disse que o time está focado na busca pelo título e argumentou que o importante é ganhar.

- Não adianta dar show e perder. O grupo está comprometido com o objetivo, que é o título. Costumo dizer que espetáculo é com o Ministério da Cultura. Para nós, do Esporte, o importante é o auto-rendimento.

Quando a bola rolou, o Brasil partiu para cima e abriu o placar com Falcão, logo aos dois minutos, para delírio da galera. O camisa 12 puxou um contra-ataque rápido e tocou rasteiro, na saída do goleiro. Aos oito, foi a vez de Vinícius ampliar. Cinco minutos depois, Gabriel soltou a bomba e fez o terceiro.

Os cubanos não conseguiam passar da metade da quadra e sequer davam trabalho ao goleiro Rogério. Ainda na primeira etapa, Falcão e Neto ampliaram e o jogo foi para o intervalo com vitória parcial do Brasil por 5 a 0.

Na segunda etapa, o Brasil relaxou um pouco e os cubanos poderiam ter feito dois gols, com Martinez, aos dois, e Morales, aos cinco. Mas se faltava competência aos cubanos, sobrava em Falcão e Cia. Marquinho fez o sexto, e Falcão, o sétimo. Simi fechou a goleada.

Durante a partida, um dos jogadores que mais entrou em quadra foi o pivô Betão. De porte avantajado, o jogador é pouco conhecido dos torcedores brasileiros, que pegaram no pé dele e chegaram a ensaiar algumas vaias após ele perder gols, aparentemente, fáceis.

- Sou muito auto-crítico e sei que fui afobado em alguns momentos. Faltou um pouco hora de concluir. Espero continuar entrando para tentar fazer os gols. – falou.

No que depender do treinador PC, o atacante pode ficar despreocupado.

- Temos um público que não é específico do futsal e não entende algumas coisas. O Betão é o jogador mais caro do mercado de transação na Europa. A multa dele fira em torno de u milhão de euros. Ele é um pivô clássico, como aqueles dos anos 80 e 90. A seleção tá jogando em casa e é aprimeira vez que sofremos essa pressão do público. Vou conversar com ele passar a real importância dele para a equipe. Ele tem que manter o foco, saber que a comissão técnica e os jogadores estão com ele – explicou.

Se Betão estava um pouco apreensivo, Falcão, o nome do jogo, era só alegria. Com os três gols marcados, o craque chegou aos 195 com a camisa da seleção. Segundo suas próprias contas, ele deve ter em torno de 1500 na carreira. O jogador está fazendo um levantamento nos outros clubes, que deve ficar pronto em um mês.

- Meu interesse pela contagem começou com a busca de Romário pelo milésimo gol. Mas as únicas certezas que tenho são de que tenho 195 gols pela Seleção e 442 pelo Jaraguá do Sul – disse o jogador, que espera fazer o gol de número 200 com a camisa verde-amarela no Pan.

- Fazer o gol número 200 com a camisa da Seleção aqui no Pan-Americano seria maravilhoso.

Nesta quarta-feira, o Brasil enfrenta o Paraguai, que também tem duas vitórias no grupo. Os dois já estão classificados, mas o jogo vale a liderança do grupo.


[ 16:11 ]   24/07/07