Aline Freire, Agência JB RIO - O Pan do Rio entrou para a história da natação brasileira. Em seis dias de competição, o Brasil bateu o número de medalhas conquistadas em Jogos Pan-Americanos com 27 (12 de ouro, 6 de prata e 9 de bronze) e quebrou 12 recordes pan-americanos, 19 sul-americanos e brasileiros e 3 brasileiros. - É justo falar que esse Pan é o Pan da natação do Brasil. Mostramos que o nosso país tem força no esporte – avaliou Cesar Cielo Filho, que conquistou 4 medalhas na competição (ouros nos 50m livre, 100m livre e 4x100m livre e bronze em 4x100m medley).
- Os resultados foram excepcionais. Certamente os nadadores que aqui foram pódios, certamente estarão em Pequim. Agora começa um novo ciclo, pensando no amadurecimento para os Jogos da China - analisou Ricardo de Moura, supervisor técnica da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos.
Destaque para Thiago Pereira que somou 8 medalhas em uma mesma edição dos Jogos. O carioca de Volta Redonda faturou cinco ouros (200m medley, 400m medley, 200m peito, 200m costas e 4x200m livre), duas pratas (4x100m livre e 4x100m medley) e um bronze (100m costas). Passa a ser o nadador com mais medalhas em uma edição do Pan. - Agora posso dizer que acabou. Esse Pan não teria como ser melhor. Estou muito feliz com meus resultados. Agora é continuar o trabalho e já pensar nos Jogos de Pequim – disse. No último dia de finais de natação, vitória heróica de Rebeca Gumão nos 50m livre. A velocista venceu a venezuelana Arlene Semeco, com 61 centésimos de diferença, e conquistou sua segunda medalha de ouro no Pan. As primeiras da história da natação feminina do Brasil. O bronze foi para a brasileira Flavia Delaroli, seis centésimos a mais que Rebeca. - Fiquei satisfeita com meus resultados. Essa é a melhor equipe brasileira dos últimos tempos. Passou a era Gustavo, Fernando e Romero. Estamos seguindo o legado do Brasil – vibrou a atleta, que mora e treina em Brasília. Na prova mais esperada do dia, nova dobradinha brasileira. Em um duelo com o americano Gary Hall Jr e o George Bovell, de Trinidad e Tobago, César Cielo Filho e Nicholas Santos levaram a melhor. Com o fantástico tempo de 21s84, 20 centésimo a mais que o lendário recorde de Alexander Popov, batido em 2000, Cielo levou a torcida a loucura com a vitória. Nicholas fechou a prova em segundo, com 34 centésimo a mais. A medalha de bronze ficou para Trinidad e Tobago, com George Bovell. - Ainda estou um pouco longe do recorde do Popov. Tenho que treinar ainda muito mais, mas estou bem feliz com meu resultado. Um tempo muito bom – contou Cielo, sem saber que este tempo seria o segundo melhor deste ano, atrás somente do francês Alain Bernard (21s76).
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