Agência JB RIO - No dia em que a equipe feminina de handebol despachou a República Dominicana, por 46 a 13, e garantiu sua presença na final da modalidade, a ponta-direita Alexandra já abocanhou seu ouro; não em forma de medalha, mas numa aliança de noivado. Diante de uma platéia de bolivianos, canadenses, equatorianos e atletas de outras nações, ela disse sim a Patricio Martinez, da seleção de handebol do Chile, espalhando o clima de romance na Vila do Pan. Há cinco dias, Patricio deu uma escapadinha até um shopping para comprar os anéis. Ontem, por volta das 20h, interrompeu a apresentação de capoeira na zona internacional para fazer o pedido, surpreendendo a brasileira. Os dois, que são canhotos e jogam na mesma posição - ponta-direita - se conheceram há quatro anos, na cidade natal de Alexandra, São Bernardo do Campo, em São Paulo, durante um campeonato. Só começaram a namorar, porém, há um ano e meio, na Áustria, onde ela joga no time Hypo. Enquanto esperava a amada vencer das dominicanas, seus planos quase foram por água abaixo: - O técnico dela me ligou e pediu para eu não fazer isso hoje porque o campeonato ainda não acabou, mas a final contra Cuba será fácil: as meninas vão ganhar de lavada. Planejo este momento desde que fomos classificados para o Pan, há dois meses, e não vou desistir agora - contou Patricio, que mobilizou seus companheiros de equipe para dar apoio moral.
Com um sorriso estampado no rosto, Patricio não escondia o nervosismo quando subiu ao palco e chamou por Alexandra, ainda meio confusa. Além do som dos berimbaus e da torcida dos amigos chilenos, a cena foi à moda antiga: Patricio ajoelhou-se e mandou num português quase perfeito: - Amo muito a Alexandra e queria pedir para ela casar comigo. Choro, salva de palmas e beijo de cinema. Alexandra jura que não suspeitou de nada: - Chegamos a conversar sobre isso ontem e sabia que ele faria algo extraordinário, mas não esperava por isso. Estou muito feliz. Os pombinhos ainda não sabem onde será o lar, doce lar, já que Alexandra assinou um contrato de dois anos com o time austríaco e Patricio joga na Espanha por mais um ano, mas querem viver no Brasil. Na quadra, Daniela Piedade não fez jus ao nome. Foi impiedosa com as adversárias, ao marcar 11 gols. Aline Rosas, a Pará, marcou 10. Frágeis no ataque, as dominicanas esbarram na sólida defesa brasileira. À noite, Cuba venceu Argentina por 37 a 25 e será o adversário na final.
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