Luciano Cordeiro Ribeiro e Renata Machado , Agência JB RIO - As mãos na cabeça de Diego Hypólito ao fim da competição, depois das notas finais, denunciavam um misto de alegria e decepção. No derradeiro exercício do último aparelho, as barras paralelas, em que Luiz Augusto dos Anjos fez 15.050, a seleção masculina de ginástica artística passou os EUA e ficou com a prata, como em Santo Domingo-2003. Mas a diferença para o primeiro lugar, de Porto Rico, foi frustrante: apenas três décimos tiraram o ouro do Brasil, que seria o primeiro da história. - Fiquei um pouco decepcionado. A diferença é mínima - disse Diego. A apresentação precisa de Diego no solo foi um divisor de águas. O campeão mundial do aparelho conseguiu a maior nota da equipe (15.800) e levantou a torcida, apesar do público abaixo do esperado. O atual campeão brasileiro, Victor Rosa, falhou em sua melhor prova, o solo, fraturou o tornozelo esquerdo e não competirá hoje no individual. À noite, com as meninas, o entusiasmo da torcida foi maior. A arena estava lotada e o público incentivou sem parar. Daiane dos Santos e Daniele Hypólito, no entanto, estiveram longe do melhor nível e perderam o ouro para os EUA. Daiane até veio, mas o bicho não pegou como esperavam os brasileiros. O choro da ginasta ao fim da apresentação parecia de alívio por ter suportado as dores nos tornozelos em uma exibição que levantou o público alheio a detalhes. - Não está bom - disse Daiane. Já não dava para disfarçar a dor como na véspera. Daiane não competiu no salto e, involuntariamente, levou o público a sentir pena de Ana Cláudia Silva, a caçula da equipe, que fez o pior salto da equipe e caiu. Mas há consolo: gente mais experiente, como Daniele, também foi ao chão.
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