Têca, tropical

Iesa Rodrigues, Agência JB


RIO - Heloisa Rocha deu a partida no terceiro dia do Fashion Rio, com muita graça. Agora aparecem as cores, que ontem se anunciaram tímidas ainda na Salinas. Mas a Helô veio com as estampas misturadas, inspiradas pela Tropicália, pelos trabalhos de Nelson Leirner e pela própria vontade de dar ao artesanato nordestino um toque de design. O nome da marca homenageia a avó da Helô, dona Terezinha, a Têca.

Com a platéia recheada por lindonas adeptas de seus estampados alegrinhos – Carolina Dickmann, Camila Pitanga, Sabrina Sato e Preta Gil (vejam só, que retrato de tipos brasileiros), Helô mostrou vestidos curtos com estampas de carteiras de identidade, flores aplicadas na barra nas costas, sempre com algum xadrezinho em preto e branco em alças ou se insinuando no avesso das bainhas. Além destas tropicalidades multicoloridas, o primeiro desfile nos dois anos da marca demonstrou ter valido a pena o curso de estilo na Santa Marcelina, pois os casaquinhos de alfaiataria são impecáveis, engraçados pela forma de aplicar flores só nas costas ou num canto de bolso.

Um estilo bem verão, muito brasileiro e original. Excelente estréia no Fashion Rio.

Rodapé: Helô é uma Cinderela ao contrário. Poderia estar bem instalada dentro de uma das salas ou lojas da rede Riachuelo, pertencente à sua família. Mas preferiu investir no trabalho próprio.

- Claro que trago a influência de uma vida dentro de uma família com tradição no setor têxtil. Mas queria era fazer isto, roupa feliz para gente feliz.