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Iesa Rodrigues, Agência JB
RIO - Impossível imaginar um Fashion
Rio sem a irreverência da Complexo
B. Beto Neves foi o pioneiro na descaretização
da moda masculina, o primeiro a propor camisas
de renda, estampas de flores delicadas e
bordados nas camisetas.
Pois o desfile desta noite, apoteótico
a partir da trilha de pontos cantada por
Rita Ribeiro ao lado do DJ MAM, com seu
notebook Apple, mostrou que Beto continua
com seu lado místico o best-seller
da Complexo B é a camiseta com bordado
ou estampa de São Jorge mas
na moda, deu uma freio nas sugestões
audaciosas demais. As calças são
discretas, estreitas, mesmo as cargos. Volta
a calça com pregas, ícone
da roupa tradicional. As bermudas também
apertadas, secas nos corpos sarados dos
modelos. Luca Alves passou com sunga com
estampa de renda branca. O jeans entra como
alfaiataria, mas há uma cinco-bolsos
branca no peso ideal para o verão.
Parece sem graça? De jeito nenhum,
porque toda esta roupa seca, simples e pronta
para vender passou montada como figuras
de orixás. O desfile do reino de
Oxalá ainda deu boas sugestões
que podem virar modismos: usar pulseiras
de búzios sobre a manga curta da
camiseta e adotar as confortáveis
sandálias-tamancos estilo escandinavo
da Okean. No final, a platéia levantou
para aplaudir Serjão Loroza, de Oxalá.
Rodapé: Bianca Klamt está
chegando de Nova York, perdeu o Fashion
Rio, mas vem fazer editoriais e campanhas.
Fez falta: a Permanente, de Andréa
Saletto; Maria Fernanda Lucena; Felipe Eiras,
a Renata Klem. Quanto à Raquel Zimmermann,
estranho vai ser o dia que ela vier.
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