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Iesa Rodrigues, Agência JB
RIO - Quem seguiu a agenda completa na Marina
da Glória, enfrentou um
engarrafamento de 45 minutos para sair do
estacionamento, deu a volta
em Botafogo, porque o Aterro estava fechado
para as obras do Pan, e
ainda teve a surpresa de não ter
direito ao valet service no
Copacabana Palace, onde se realizaria o
desfile da Blue Man.
Resultado: muita gente ficou do lado de
fora.
Mas houve quem conseguisse a proeza de
entrar. E viu a novidade: David
Azulay, líder da marca, defensor
renitente do estilo com ícones
cariocas e brasileiros, aderiu às
tendências. Maiôs tomara-que-caia,
com cinto pretinho, biquínis torcidos,
em listrado cinza, preto e
amarelo-banana, ou com grandes argolas laterais,
aquele modelo
indefinido entre biquíni e maiô,
com faixa vertical no centro (sempre
acho pouco realista, porque a marca na pele
é estranha), e florais
arabescados sobre fundo cinza. Para os homens,
os sungões pretos,
soluções ainda imbatíveis
para eles. Para todos, o All Star, com a
diferença de um salto alto para as
garotas.
Sem tucanos, Pão-de-Açúcar
nem bandeiras nacionais, a Blue Man cumpriu
sua participação no Fashion
Rio e lembrou que as mudanças fazem
parte
da moda. Por que não, ir à
praia de cinza?
Rodapé: como resolver este mico
de estacionamentos lotados, falta de
treinamento de manobristas, rua em obras?
Como uma empresa de eventos
supera tantos fatores alheios ao seu poder?
Sinceramente, não sei.
Talvez fosse melhor evitar um desfile assim
no final do dia, reduzir o
número de shows, fazer intervalos
maiores.
- Ah, mas ninguém vai a desfiles
às nove da manhã - argumentam
alguns adeptos da platéia.
Lembro que em Paris, Chanel acontece às
10. Em Milão, a função
começa
às 9. A moda merece.
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