Permanente é o nome
À primeira vista, daria a impressão que tanto faz ver uma coleção deste ano ou do ano que vem. As adeptas da marca mais econômica (eu escrevi mais econômica em relação à marca principal, não significa econômica em si) sabem que a Permanente segue os conceitos de Andréa Saletto. Roupa é chique, bem feita, em tecidos de alta qualidade, cores neutras. O que garante uma durabilidade de estilo, vira peça de coleção, favorita no dia-a-dia.

Para este inverno, quem prestou atenção aos detalhes notou as calças curtas, com cós elástico, em tecidos masculinos. Gostou das capas sobre ciclistas pretas, o cardigan curto, em tricô trançado mescla, as regatas de sempre, mas com brilho de aplicações de metal na barra, discretinhas. A estampa típica de camuflagem foi trocada pelos arabescos caligráficos orientais. O apelo sexy ficou por conta do vestido transparente preto, com um capuz casual caído nas costas, sobre vestido na tal estampa árabe.

Para as adeptas da Permanente, já basta para despertar cobiças. Pouco importa a influência turca, citada pela Andréa. Vá lá, quem estiver em busca de exotismos, vai aderir às calças de gancho baixo, quase saruel. Boas para uma pinta de atualidade, qualidade que não perturba muito a criação da Permanente.