Calma, a grife continua firme. Ela encerrou
os trabalhos do Fashion Rio, edição
inverno 2007. A estilista mudou, saiu
Lila Colzani, sócia original da
marca de Santa Catarina, e entrou Jéssica
Lengyel, que investiu em novos tecidos,
principalmente malhas com motivos geométricos
e moletons. Para os homens, o shape é
oversize, grandes casacos de moleton,
sobre jeans skinny ou calças de
malha em cores vibrantes, como o azul
real. Para as mulheres, predomina o brilho
em camisetas listradas, minijaquetas em
xadrez ou douradas, algo optical art ou
geométrico, em quadrados concêntricos
em verde e preto, em vestidos curtos.
Sandálias anabela plataforma, em
cortiça, com apliques dourados
ou cristais vermelhos aumentavam mais
a altura das modelos sobre a passarela
espelhada.
Quanto à Gisele Bündchen,
estava mais loura, com um pouquinho mais
de bumbum, andando do jeito sinuoso de
sempre e quase deixou escapar o busto
entre o fecho aberto do macaquinho vermelho,
sua segunda entrada. A primeira foi a
clássica calça jeans, de
cintura baixa, segunda pele sob microjaqueta
xadrez; a terceira, a calça cinco-bolsos
skinny, verde, suéter listrada
e cardigan curto.
Para arrematar o evento, tudo bem, funcionou.
A coleção podia ser melhor.
Rodapé: Na saída, uma convidada
diz para a outra "ah, por R$ 600
mil até eu desfilo". E a resposta
"ah, mas ela sabe desfilar, você
não".
Olha lá, o valor foi papo de platéia.
Aliás, todo mundo quer ver Gisele.
Do governador Sergio Cabral a Lulu Santos,
Alessandra Negrini e muitos vips de fila
A, dividindo cadeiras (estreitas).
A meu lado, Heleninha Gastal contando
da festa que será gravada para
a novela Paraíso Tropical, do Gilberto
Braga. Ela vestiu 200 figurantes com roupas
feitas com tecidos da Saliba, que mantém
uma ponta em São Paulo. Seda, tafetá,
microtule, gorgorão, tudo com altos
descontos, até 60%, só porque
ficou uma manchinha em uma ponta ou um
erro natrama, que ninguém percebe.
Esta é a típica nota de
quem já se prepara a temporada
da São Paulo Fashion Week, a partir
do dia 24.