D S T Q Q S S
 
 
01 02
03 04 05 06 07 08 09
10 11 12 13 14 15 16
17 18 19 20 21 22 23
24 25 26 27 28 29
 
  Fevereiro  
 
 
 
01:05 - 05/02/2008
Imperatriz Leopoldinense levanta a torcida com João e suas Marias

JB Online

RIO - A Imperatriz Leopoldinense foi outra escola que apostou nos 200 anos da chegada da Família Real ao Brasil. Assim, retomou a linha de enredos históricos, que já valeram muitos títulos para a escola e cinco para a carnavalesca Rosa Magalhães. No enredo João e Marias, a chegada da Família Real ao Brasil sobre a ótica das mulheres. E foi muito feliz. A escola de Ramos levantou a torcida e está entre as mais cotadas para conquistar o título.

Afinal, Dom João VI teve muitas marias em sua vida. A mãe, Dona Maria, a 'Louca', que temia uma revolução. E tinham outras marias. A nora do monarca e a mãe da nora também se chamavam Maria. Isso sem falar nas seis netas que se chamavam Maria. E teve Maria Antonieta, casada com Napoleão Bonaparte, imperador da França e inimigo de Dom João VI e de Portugal.

Por isso foram vistas muitas Marias Antonietas, com uma ala dedicada somente à monarca francesa. Aliás, a França esteve presente no início do desfile. Mesmo porque Dom João VI e toda a sua comitiva resolveram vir para o Brasil para fugir de Napoleão Bonaparte.

Neste enredo de João e Marias, a Comissão de Frente trouxe homens vestidos de mulher. As marias que apresentavam o enredo. Muito luxo, com vestidos de gala, de baile, da época em que Dom João VI e sua corte vieram para o Brasil, há 200 anos.

E como a escola é de Ramos, tinha que apresentar uma estação de trem. Afinal, Leopoldina é o ramal ferroviário próximo à escola. E eis mais uma Maria do enredo: Maria Leopoldina, mulher de Dom Pedro I, filho de Dom João VI.

A maior atração da Imperatriz foi a volta de Luiza Brunet. A musa de 45 anos retornou à escola e ao Sambódromo, dois anos depois de ter pensando em se aposentar da Marquês de Sapucaí. Mas a Imperatriz Leopoldinense trouxe outras figuras carimbadas, como o cantor Elymar Santos e o apresentador Leão Lobo, da Rede Bandeirantes..

No desfile, Rosa Magalhães lembrou de progressos que o Brasil teve com a chegada de Dom João VI, como a inauguração do Jardim Botânico e do Banco do Brasil.

Rosa Magalhães apresentou um carnaval luxuoso e grandioso. A ponto de se dar ao luxo de encenar a Revolução Francesa em pleno Sambódromo. Ousadia e belexa, com a assinatura da carnavalesca., que no último carro fez questão de homenagear Maria Helena, durante muitos anos a primeira Porta Bandeira da Imperatriz Leopoldinense e que pela primeira vez veio em cima de um carro.

Belíssimo desfile, de uma escola que deve lutar por título.