21 de julho de 2008
 
Na orla, a desordem oficial

Reforma da ciclovia de Copacabana deixa buracos e põe em risco freqüentadores

Bruna Talarico

O friozinho característico desta época do ano deu uma trégua à Cidade Maravilhosa. Mas cariocas e turistas, acostumados à desordem na orla, com a ação de ambulantes e flanelinhas, vêm driblando novos obstáculos: as obras de reforma da ciclovia no calçadão de Copacabana e também da construção de novos quiosques.

Segundo moradores, as obras dos quiosques do Posto 5 já estão em andamento há cerca de três meses. O biólogo Marcelo Peixoto Nogueira, 50 anos, reclama da demora na conclusão das reformas.

– Atrapalha muito, principalmente nos fins de semana, porque vem um público maior. As pessoas acabam se aglomerando mais nesse trecho quando podiam ter todo o espaço – assinala.

Paulo Marques, 43 anos, mora em Copacabana e caminha todas as manhãs pela orla. Para ele, os inconvenientes são muitos.

– Essa obra é horrível, atrapalha demais. Tem buracos, pedaços de pau, é perigosíssimo. Melhor seria que eles fechassem toda a área, para isolar a obra e trabalhar direito. Deixar do jeito que está é inaceitável – protesta o morador.

Além do transtorno no calçadão, frequentadores também têm que lidar com os problemas gerados pelo recapeamento da ciclovia, que não foi finalizado. Um enorme buraco localizado em frente às reformas dos quiosques é sinalizado precariamente com um pedaço de madeira pontiaguda, provocando acidentes.

– Os ciclistas que passam por aqui se chocam e se machucam. Não dá para passar mais de um ao mesmo tempo – conta Lucilene Lourenço, funcionária do quiosque Posto 5. – A gente ouve muita reclamação. Antes tinha uma pilha de pedras ao lado dos tapumes, e as pessoas que passavam e topavam nas pedras chegavam com o pé sangrando.

Márcia Gadê, 28 anos, frequenta a praia de Copacabana com regularidade. Assustada com o novo visual da orla, ela tenta entender o novo contexto.

– A gente se pergunta o que está acontecendo. Quando vamos pela areia, tem um cheiro desagradável por conta dos moradores de rua que fazem xixi – conta. – E com a obra da ciclovia, a calçada diminuiu, fica mais complicado passar por ali.

A Secretaria Municipal de Obras informou que irá trabalhar para minimizar os transtornos causados aos ciclistas. Segundo a Secretaria, responsável pelo recapeamento da ciclovia, o buraco citado é de responsabilidade de alguma concessionária, ainda não identificada, que será notificada ainda esta semana.

[ 21/07/2008 ]   02:01