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Ainda muito abalados com a morte do filho Daniel Duque, de 18 anos, assassinado pelo policial militar Marcos Parreira do Carmo, no final da madrugada de sábado, em frente à boate Baronneti, em Ipanema, Daniela Duque e Sérgio Coelho estão dispostos a qualquer coisa para que justiça seja feita no caso. Segundo eles, Daniel era um garoto tranqüilo. Com 18 anos, completados recentemente, começava a sair para boates e costumava dar todas as satisfações possíveis aos pais para mantê-los despreocupados. (Anna Luíza Guimarães)
Muita gente tem uma visão ruim de lutadores de jiu-jitsu. Daniel praticava a luta. Ele era violento?
Daniela – Não, de jeito nenhum. Daniel era um atleta e muito querido por todos. Desde o guardador de carro até os mais ricos. Ele tratava todos sem diferença. Era muito especial e tinha um alma espetacular. Nunca fez mal a ninguém.
O que vocês acham dessa violência constante entre os jovens de hoje?
Daniela – O problema é que existem pais como nós, que estamos sempre ao lado, e como os desse garoto que brigou com o meu filho: a mãe, uma promotora de justiça, que não tem nada a dizer sobre o assassinato que o segurança dela cometeu.
Vocês têm medo da impunidade?
Daniela – A impunidade existe sempre, mas nesse caso eu não tenho medo, porque não vou deixar acontecer. Eu vou defender o meu filho. Tive acesso aos depoimentos ontem na delegacia e vi que só tinham ouvido os amigos do Daniel. Onde estão os depoimentos dos amigos e do protegido do segurança que matou meu filho?
O delegado disse que iria intimá-los a depor, e eu vou cobrar. Além disso, alguns veículos de comunicação estão escondendo o nome da promotora Márcia Velasco, para quem esse assassino trabalhava. Mas nós vamos lutar por justiça.
Pensam em se mudar?
Sérgio – Nós já moramos em diversos lugares do Brasil por causa de trabalho. Isso não muda muita coisa. A violência está em todos os lugares. Deixar o Rio não está nos nossos planos.
Segundo o Ministério Público, a promotora já usa os serviços do PM Carmo há sete anos, pois sentia-se ameaçada pelos processos que conduzia. O que acham disso?
Sérgio – Acho que quem tem a vida ameaçada não deve sair de casa, e não sair com homens armados. E, pelo o que eu soube, esse garoto vivia nessa boate.
O que pretendem fazer para que a justiça se cumpra?
Sérgio – O Danieil tinha cidadania americana e brasileira. A família dele lá já está em contato com o consulado brasileiro. Aqui, o consulado americano também está de olho no caso. Vamos cobrar respostas. Além disso, vamos fazer um protesto no próximo sábado, na Praia de Ipanema.
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