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As missões do Exército no Haiti - estudadas por americanos e europeus - inspiram os críticos das operações realizadas pela polícia no Rio. Segundo a ONU, os brasileiros têm 78% de aprovação da população, nenhum militar foi morto em combate e não há registro - segundo o Exército - de inocentes feridos. Generais e coronéis ressaltam a simpatia natural despertada pelos brasileiros, que conquista a população inocente também refém das gangues haitianas, mas a explicação passa também pelas estratégias de guerra. Um dos segredos do sucesso foi a instalação do quartel-general no coração do conflito. A cada operação, os militares transformavam edificações então usadas pelos bandidos num Ponto-Forte, espécie de base avançada da tropa. O local passava a funcionar também como apoio à população carente, prestando assistências e irradiando influência no território inimigo. O futebol foi uma das principais armas, com soldados disputando peladas com a população. Até a Seleção Brasileira foi convocada para gerar simpatia. Tática usada na Mangueira Em 2005, quando bandidos roubaram armas do Exército, os militares subiram a Mangueira usando técnicas do Haiti. A tropa subiu o morro até determinado ponto, atraindo o ataque dos criminosos, enquanto outra guarnição chegava ao ponto alto do morro pelo lado oposto. Outra tática do Haiti é o posicionamento de atiradores de elite em pontos estratégicos. As duas técnicas também costumam ser usadas pela polícia fluminense em operações nas favelas do Rio.
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