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Moradores da Urca renovam sua adoração pelo bairro e servem de guia para celebrar os lugares e atrações que resistem ao tempo e que ainda precisam ser conhecidos pelos ‘estrangeiros’
Bolivar Torres, Fernanda Pereira Carneiro e Renata Ramos
As palavras "inauguração" e "Urca" não costumam ser usadas juntas. Incrustado entre os mais consagrados cartões postais da cidade – de um lado, o Pão de Açúcar, do outro a Baía de Guanabara, com o Cristo Redentor no horizonte logo ali – o bairro segue, acolhedor, imune à passagem do tempo. Não é de se espantar que uma novidade como o recém-aberto restaurante Zozô – opção de gastronomia mais refinada na vizinhança – já tenha se integrado perfeitamente ao ritmo singular da Urca.
Novidade é bom e a gente gosta, mesmo que o bairro náo precise. Quando o cenário é a Urca, nada é tão simples quanto parece. Definitivamente, quem mora nos arredores da estátua de São Pedro é um privilegiado no universo de belezas naturais do Rio. Cada cantinho do bairro de 17 ruas, cinco praças e exatos 400 metros de praias parece esconder um prazer a ser revelado ao resto dos cariocas.
Para revisitar e decantar alguns dos recantos da Urca, a ‘Programa’ convidou 10 moradores para mostrar o que mais os faz amar o lugar que escolheram para viver. O "Rei" Roberto Carlos (vizinho de gente como Lenine e Zelia Duncan), por exemplo, gosta mesmo de apreciar a vista da Avenida Portugal da própria janela.
Mesmo quem já passou pelo bairro ainda o carrega no coração. O cineasta Breno Silveira passou a infância e a adolescência na Urca, disputando peladas nas ruas. No caminho para a escola, admirava a paisagem que foi cenário da sua adolescência ao passar pela Curva do Sabará, cuja vista ilustra a capa desta edição.
– O visual da Urca me inspirou a trabalhar com imagens. O bairro tem muitos lugares característicos. Todos com uma bela paisagem ao fundo – elogia o diretor, hoje morador do Jardim Botãnico.
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