19 de julho de 2007
 
Lula evita politizar a tragédia

Karla Correia

BRASÍLIA. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer evitar que as discussões sobre o acidente com o vôo 3054 da TAM, que matou mais de 180 pessoas, ganhe dimensões políticas. Ontem, o presidente passou o dia articulando ações para que as interpretações sobre as razões da tragédia sejam as mais técnicas possíveis.

Não haverá nenhum pronunciamento que acrescente peso político ao fato, segundo Lula. Ainda assim, não está descartada a possibilidade do presidente ir a São Paulo ou fazer um pronunciamento em cadeia nacional sobre a tragédia.

Ontem o acidente foi a prioridade da agenda do presidente. Logo cedo, o presidente ligou para o ministro da Justiça, Tarso Genro. Determinou que a Polícia Federal abra inquérito para investigar se a pista do aeroporto de Congonhas foi entregue em condições de uso, depois da reforma feita pela Infraero no aeroporto, em maio deste ano, e só depois de acertar a investigação, seguiu para uma clínica oftalmológica onde passou por uma pequena cirurgia para retirada de um terçol na pálpebra superior do olho direito.

De volta ao Palácio do Planalto, o presidente recebeu relato da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que conversou por telefone com o governador de São Paulo, José Serra. Durante todo o dia, Lula manteve contato com o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, e com o assessor especial do Ministério da Defesa brigadeiro Jorge Godinho, enviado ontem ao local da tragédia por ordem do presidente Lula. À noite, já no Palácio da Alvorada, Lula recebeu o ministro da Comunicação, Franklin Martins, para avaliar a postura do governo durante as primeiras horas depois do acidente.