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O recado da cúpula da Polícia Federal para quem se animou com a possibilidade de a crise interna diminuir o ânimo do combate à corrupção surgiu de forma explícita nas palavras do delegado Getúlio Bezerra, sucessor interino de Zulmar Pimentel na Diretoria Executiva do órgão. Bezerra não foi à solenidade que a polícia realiza no primeiro dia de cada mês em Brasília, por problemas de saúde em sua família. Mas fez questão de assinalar, em discurso que foi lido e aplaudido pelos federais, que a polícia age "na estrita observância dos preceitos legais" e que suas operações não têm nada de "esotérico ou espalhafatoso". Seriam realizadas como manda o bom planejamento policial: "discrição e cautela, mas com firmeza e determinação". Bezerra também cutucou os que enxergam a Polícia Federal como panacéia. - Não somos justiceiros do povo nem messiânicos com missão divina. Só cumprimos com absoluta isenção o nosso papel. Na esteira da Operação Navalha, autoridades protestaram contra a forma de atuação dos policiais federais. O ministro Gilmar Mendes, do STF, por exemplo, considerou uma "canalhice" a PF ter incluído um homônimo dele na lista de beneficiários de mimos da Gautama, sem deixar claro que se tratava de um secretário do Estado de Sergipe.
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