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A prefeitura de Teresópolis e a Concessionária Rio-Teresópolis começaram, há alguns anos, a debater a situação de um pedágio que fica no perímetro urbano da cidade, queixa dos moradores de bairros distantes que pagam até R$ 13 por dia, só de tarifa, para ir trabalhar. Segundo o prefeito Roberto Petto, o pedágio "dividiu a cidade ao meio" e prejudica mais de cinco mil moradores. De acordo com a CRT, a praça do pedágio Pessegueiros construída no bairro Três Córregos obedece ao que prevê o projeto original no contrato de concessão assinado com a Agência Nacional de Transportes Terrestres. A CRT concorda com a proposta da prefeitura de mudar a praça para o quilômetro 45 da rodovia, próximo à divisa com São José do Rio Preto, mas informou que espera um entendimento entre a ANTT e a prefeitura. - O pedágio divide a cidade ao meio. Cerca de 5 mil pessoas são afetadas - reclama o prefeito. - Muitos chegam a gastar até R$ 13 para vir trabalhar no Centro. Atenta ao problema, a prefeitura construiu uma estrada alternativa, a Caxambu, com quatro quilômetros de extensão, paralela à rodovia. É uma estrada de terra, estreita e perigosa, mas usada freqüentemente por quem não quer pagar a tarifa. - Estamos negociando um acordo com a prefeitura para que abra mão do imposto sobre serviço (ISS) que recolheria no pedágio, e investir de alguma forma na região da nova praça, quando mudarem de local - afirma Carlos Serman, superintendente de infra-estrutura da ANTT.
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