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Tina Vieira BRASÍLIA. O ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, está na cota dos que não correm risco de perder emprego na reforma ministerial. Pelo contrário. Patrus é um dos ministros que recebeu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a missão de trabalhar na elaboração do chamado PAC Social, um pacote de medidas voltadas para a juventude e com o objetivo de reduzir a miséria nos grandes centros urbanos. Não é uma tarefa fácil e o ministro sequer se arrisca a dizer se será possível cumpri-la até o final do segundo mandato do presidente. Muito menos admite que está com o emprego garantido. - O ministro é um ser em situação - esquiva-se. Além do PAC social, batalha para convencer a área econômica sobre a necessidade de criar um mecanismo periódico de reajuste do Bolsa Família, com base no INPC. Uma proposta que provoca arrepios nos defensores da redução dos gastos públicos, mas que o ministro considera legítima. - Quando é com os pobres é gasto, como se o maior investimento de um país não fosse com o seu povo - diz. Aos críticos dos programas sociais do governo Lula, o ministro refere-se como "herdeiros da escravidão". Aos que cobram portas de saída, ele acusa de serem tolerantes com as injustiças e impacientes com o fim da pobreza. Neste assunto, Patrus recusa-se a estabelecer prazos. Limita-se a dizer que, no final do governo, espera que a fome e a desnutrição tenham acabado. - De barriga vazia ninguém pensa, ninguém deseja, ninguém aprende.
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