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São Paulo. O Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana) decidiu formar uma comissão independente para acompanhar as investigações sobre as responsabilidades no acidente e as indenizações às famílias. O Conselho deve convidar, nos próximos dias, especialistas, sindicatos e entidades para compor a comissão. O Conselho também reivindica que o Ministério Público verifique a possibilidade de acusar os responsáveis pela obra por homicídio doloso (com intenção), na modalidade do dolo eventual - tiveram conhecimento dos riscos e possibilidades de acidentes. Depois de uma semana de trabalhos e seis corpos resgatados, os bombeiros suspenderam ontem as buscas na cratera da obra da linha 4 do metrô. O último corpo identificado foi o do funcionário público Marcio Rodrigues Alambert, 31, que estava dentro do microônibus tragado pela cratera quando passava pela rua. Os bombeiros garantiram que vão acompanhar as ações no canteiro de obras em busca de indícios que possam levar a novas vítimas. Isso porque segue desaparecido o office-boy Cícero Augustino da Silva, 61. Segundo sua família, ele estaria na região do acidente no momento do desabamento na sexta-feira da semana passada. A polícia tenta rastrear os últimos sinais dos celulares Vivo e Claro do office-boy para tentar encontrar informações de onde ele possa estar. Ontem, o governador José Serra (PSDB) comentou o desaparecimento de Silva. - Existe dúvida. Em São Paulo, me disseram, desaparecem 60 pessoas por dia. Então, não se tem claro se essa pessoa estava lá. O Corpo de Bombeiros anunciou o fim das operações de resgate depois que o microônibus - de onde saíram quatro corpos - foi retirado dos escombros.
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