|
Apesar do fracasso na tentativa
de votar a reforma política, na quarta-feira,
o líder do PT na Câmara, Luiz
Sérgio (RJ), jura que ainda há
esperanças. Depois de trabalhar meses
a fio com o PFL e o PSDB, e de ver os tucanos
romperem com o grupo, o PT foi acusado de
largar as negociações, cedendo
ao apelo dos partidos governistas que são
contrários à reforma, como
PR, PP e PTB.
Luiz Sérgio diz que
não é bem assim, que esses
partidos não são totalmente
contrários à reforma. Enfim,
a idéia agora, ao que parece, é
decidir o assunto entre os partidos que
apóiam o governo no Congresso. Os
governistas reúnem-se na próxima
semana para uma última tentativa
de encaminhar a votação da
reforma política. Luiz Sérgio
é de um otimismo a ser comprovado:
- É como aquele jogo
de campeonato que ficou no zero a zero no
tempo normal e na prorrogação.
Já houve dois pênaltis. Eles
acertaram o gol e nós perdemos a
nossa primeira batida. Mas ninguém
entrega os pontos nessa hora. Ainda temos
esperança de vencer!
E qual é
o caminho de um acordo?
- Não sei. Ainda não
está claro. Mas podemos, por exemplo,
aprovar a realização de um
plebiscito sobre a reforma política.
A proposta do deputado
Miro Teixeira (PDT-RJ)?
- Isso. Só que ele
estica o plebiscito para 2008, e talvez
seja mais fácil aprová-lo
em 2009. Também não dá
para saber exatamente quais as perguntas
que colocaremos na cédula. É
isso que vamos discutir na semana que vem.
Devem ser os temas que estão aí,
como fidelidade partidária, financiamento
público e voto distrital. Não
sei ao certo... Primeiramente, será
o que decidirmos na reunião. Depois,
o que for negociado com a oposição.
E, por fim, o que aprovarmos em plenário.
E o PT vai insistir
nessa história de termos uma mini-Asssembléia
Constituinte, a mini-Constituinte? Tem gente
na oposição dizendo que isto
é meio golpismo.
- Mas não estamos pensando
nisso para agora. É um tema que o
PT está colocando na mesa para ser
discutido. Poderia ser, por exemplo, para
depois de 2010. Os partidos já tratariam
do assunto para seus eleitores naquele pleito,
com suas propostas de reforma política
detalhada. E então os parlamentares
que forem eleitos estarão cumprindo
com o que apresentaram na campanha. Aí
não há nada de golpismo.
Contrato
na gaveta
Puxando o fio da meada para
entender onde a Odebrecht se pega e ameaça
ir à Justiça para garantir
seu direito na construção
das hidrelétricas do Rio Madeira,
o governo federal descobriu que o Conselho
de Administração de Furnas,
presidido por Maurício Tolmasquim,
também presidente da Empresa de Pesquisa
Energética (EPE), assinou, sim, contrato
com a empreiteira dando garantias de que
ambas, Furnas e Odebrecht, participarão
da obra. Como chorar ou tentar entender
se foi esperteza ou burrice só vai
arrastar ainda mais o processo e aumentar
o risco de apagão em 2011, a coisa
toda deve ficar por isso mesmo...
Nas
mãos do Conde
E vai cair na mão de
quem essa história milionária
do consórcio entre Furnas e Odebrecht
para a construção das hidrelétricas
do Rio Madeira? Pois é, nas mãos
do novo diretor de Furnas, o ex-prefeito
do Rio Luiz Paulo Conde, indicado pela conhecida
bancada federal do PMDB fluminense.
Não
confiáveis
A Câmara promoveu uma
pesquisa sobre a presença das organizações
não-governamentais (ONGs) na administração
pública. Perguntava se as empresas
que estimulam ONGs devem ter preferência
nas licitações, como prevê
proposta em tramitação. Apenas
15% apoiaram a medida, dizendo que as ONGs
preenchem espaço que o Estado deve
ocupar. Nada menos do que 83% dos entrevistados
disseram que não, pois nem toda ONG
é honesta ou efetua bem seu trabalho.
Os 3% restantes não opinaram.
Alerta
a conferir
A Fundação Cacique
Cobra Coral, entidade esotérico-científica
conveniada com o Ministério de Minas
e Energia, governos estaduais e prefeituras
- como as prefeituras do Rio e de São
Paulo - enviou alerta ao presidente da Infraero
e ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmando
que os céus não vão
esperar até janeiro pelo começo
das obras nos aeroportos, uma vez que as
chuvas pesadas de verão iniciarão
em plena primavera (outubro) e "atingirão
duramente a Região Sudeste".
A Fundação pede a Jobim que
obras sejam iniciadas já, pois senão
as chuvas obrigarão o governo - e
o povo! - a esperar o verão passar.
Toma-lá-dá-cá
A briga entre as centrais
sindicais pela presidência do Conselho
Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador,
está a todo vapor. A CUT, que hesitava
entre apoiar o candidato da Força
Sindical, Luiz Fernando Emediato, e o da
União-Geral do Trabalhadores (UGT)
, Canindé Pegado , colocou as cartas
na mesa. Para apoiar o nome da Força,
a CUT reivindica cargos de relevo no Ministério
do Trabalho, controlado pelo PDT.
"Eu
fico!"
A propósito de nota
publicada aqui ontem, o diretor da Agência
Brasileira de Inteligência, Márcio
Paulo Buzanelli, informa que não
está interessado em fazer qualquer
curso na China. Diz que seu projeto de vida
é ficar exatamente onde está,
pelo tempo que o presidente Lula quiser.
|