09 de agosto de 2008
 
Terceira via com açúcar e sem afeto

Em ‘O que a esquerda deve propor’, Mangabeira Unger busca alternativas radicais

"O mundo sofre, hoje, sob a ditadura da falta de alternativas", escreve o professor Roberto Mangabeira Unger, na primeira linha do livro que acaba de lançar pela editora Civilização Brasileira, O que a esquerd ...


Beleza e talento

Que mulher bonita, meu Deus. E ainda por cima Clarice. A exposição Clarice Lispector: a hora da estrela - depois de ser visitada por cerca de 290 mil pessoas em São Paulo - chega ao CCBB do Rio. Com curadoria de Júlia Peregrino e Ferreira Gullar e cenografia de Daniela Thomas e Felipe Tassara, a ...


A esquerda entre o utópico e o trivial

De que esquerda falamos?

– Podemos identificar três esquerdas. Duas constituídas e a terceira lutando para nascer. Uma esquerda rejeita o mercado e a globalização, mas não sabe o que pôr no lugar. Tenta desacelerar o movimento em direção a eles para manter as prerrogativas de sua base his ...


Elipsese enigmasda sintaxe narcótica

Entrevista | Alan Pauls

Escritor conta ‘História do pranto’, sobre os anos 70 na Argentina

Alvaro Costa e Silva

Quando a criança de 4 anos, no primeiro parágrafo, no meio de uma frase longuíssima, "vestido com a patética roupa de Super-Homem que acaba de ganhar de ...


Megalegoria rouba foco temático da Bienal de S. Paulo

Os 200 anos da indústria livreira são esquecidos

Camila Arêas

A megalegoria da 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começa nesta quinta-feira, traduz-se num desafio à altura: para conhecer os 210 mil títulos expostos, seria necessário folhear nada menos que ...


Um dicionário para entender o livro, dos pergaminhos aos e-books

Juliana Krapp

Talvez praga tardia de alguma rainha louca, talvez sintoma de uma negligência nacional no assunto. Mas o fato é que a melhor homenagem ao aniversário de 200 anos do livro no Brasil, nesta Bienal de São Paulo, vem justo d’além-mar.

Produto do labor obsessivo ...


Nome, afinal, é destino?

Walter Benjamin dizia – não se sabe se falava inteiramente a sério – que um nome sempre pode ser uma indicação do destino.

Talvez o grande ensaísta tenha exagerado um pouco. De qualquer maneira, vale a pena a gente pensar no assunto. Há nomes que colam na pessoa e há nomes que não cola ...


Contos cruéis

O velho título de Villiers de l‘Isle-Adam poderia designar os contos de Jerônimo Teixeira (Antes do circo. Rio: Record, 2008), cujo espectro narrativo vai do realismo surrealista, se essa for a expressão correta ("Onde a sombra bebeu café") ao surrealismo realista ("Unheimlich"), chegando à sátir ...


Uma Bienal só para pequenos

Acompanhando a expansão da própria feira, o espaço para crianças na 20ª Bienal do Livro de São Paulo também cresceu. Nesta edição, serão 2 mil m² ocupados por atividades como oficinas, contação de histórias e apresentações musicais, no recanto chamado de "Ler é minha praia". Há ainda um roteiro q ...


Dos muitos brinquedosque se escondem no escuro

Moçambicano Mia Couto escreve história poética contra o medo

Juliana Krapp

Antes de ser todo negro, o protagonista desse livrinho, um bichano dos mais irresistíveis, tinha sido amarelo, "às malhas e às pintas". Por isso ganhou o nome, bem acertado, de Pintalgato.

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Um manual para piratas curiosos do século 21

O capitão William Lubber foi um grande caçador de piratas, que viveu na Massachusetts do século 18. Pelo menos é o que nos diz o seu diário, que, protegido por uma lona de piche, dentro de um baú, no estilo típico dos marinheiros, permaneceu adormecido no fundo do mar até 2006. Descoberto por mer ...