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Na última apresentação do Vasco, a derrota por 2 a 1 diante do Internacional, em São Januário, alguns jogadores da Colina viraram alvo de fúria dos torcedores. Quatro penaram em especial: o atacante Alan Kardec, o zagueiro e capitão Jorge Luiz, o volante Andrade e, principalmente, Rubens Júnior. Porém, o técnico Valdir Espinosa, que barrou o lateral-esquerdo contra o Palmeiras mas voltou a escalá-lo diante de Goiás e Inter, não entende o porquê de tamanha pressão em cima do jogador. - Todo mundo foi mal no primeiro tempo, mas somente o Rubens Júnior foi vaiado - alegou o técnico, que o sacou da partida no intervalo. - Aliás, ele é vaiado antes de o jogo começar. Mas não acho que tenha atuado tão mal. O treinador, que quando dirigiu o Palmeiras, em 1995, lançou o lateral-esquerdo, foi também o responsável pela indicação do atleta ao Vasco, em abril. Rubens Júnior, inclusive, deverá ganhar nova chance. Tudo indica que começará o jogo com o Figueirense, domingo, em Florianópolis. Quem não foi apupado pela torcida na última rodada, mas com ela está mais do que na bola sete, é o cabeça-de-área Amaral. Contestado desde o começo do Campeonato Brasileiro, o jogador segue titular absoluto da equipe. Em 60 jogos na temporada, iniciou entre os onze em 49 oportunidades. - Eu me considero essencial ao time e os treinadores que passaram por aqui também acharam isso - comenta Amaral. - Acho que faço bem o que me pedem. Quanto ao mar de vaias em que jamais se afoga, é taxativo. - Devo provar que sou importante na parte tática, pelo trabalho que faço. E por isso sou titular. Sou tranqüilo e não fico irritado com vaias de torcedores. Nunca briguei com ninguém e as vaias acabam sendo um incentivo ainda maior para que eu ajude cada vez mais o time do Vasco. Ao que consta, nos bastidores de São Januário, uma lista de dispensas está sendo criada. Encabeçam-na o goleiro Sílvio Luiz, os zagueiros Júlio Santos e Dudar, o atacante Enílton e o volante Perdigão, além de Rubens Júnior. Até Espinosa não sabe se fica. - Alguma coisa terá de ser feita. Mas ainda não decidimos o planejamento para 2008 - tangiversa o vice de futebol Paulo Angioni. - Em 10 dias, sentaremos para tratar do planejamento. Por ora, não vale a pena tocar no assunto.
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