|
Marcos Eduardo Neves O Náutico que se cuide. Na antepenúltima posição do Brasileiro, a equipe pernambucana entra em campo hoje, às 20h30, em São Januário, para estrear um pequeno Campeonato Carioca a ser disputado pelo time da Colina. Quinta melhor equipe do país até o momento, o Vasco disputará seis de suas próximas sete partidas no Rio de Janeiro. - Já enfrentei o Vasco aqui várias vezes, por diversos times, e sei como é complicado vencê-lo em São Januário - assegura o técnico Celso Roth. - Aqui o time tem padrão, luta e obtém resultados expressivos. O Vasco vem construindo seu caminho, mas ainda nos falta equilíbrio. Depois do embate desta noite, pela ordem, o cruzmaltino encarará o clássico com o Fluminense, no Maracanã, antes de sair a Porto Alegre, onde enfrenta o Grêmio. Depois, quatro jogos na cidade, três deles em São Januário: São Paulo, Atlético-PR, Flamengo e Cruzeiro. Para inaugurar o novo "Estadual", nada melhor do que um time que briga contra o rebaixamento. O Náutico, velho conhecido do cabeça-de-área Andrade, poderá provar a fúria do jogador, que aproveitará a ausência de Perdigão para suar a camisa em busca de uma vaga no time. - Quando eu era do Santa Cruz, fiz um gol de falta no 1º turno do Pernambucano de 2003 e outro, também de falta, no quadrangular final da Série B de 2005. Não é menosprezo nem provocação, mas sempre que estive em campo, nunca perdi para o Náutico - alertou Andrade. O volante pretende provar a Celso Roth que tem condições de ser titular. - O cavalo passa arriado uma ou duas vezes, diz um ditado antigo. Se não montar, fica para trás. Espero que eu possa montar nele - sorriu Andrade. Na zaga, o técnico Celso Roth achou por bem não antecipar a estréia de Luizão. O zagueiro ainda não se encontra em condições ideais para suportar 90 minutos. A solução, confirmada após o treino de ontem, foi improvisar Rubens Júnior e lançar Guilherme como lateral-esquerdo. Ambos já estão esquematizados com o sistema implementado pelo treinador. - O Guilherme, com o Rubens, me dá mais velocidade e jogadas pela esquerda. O Luizão não me daria; seria mais situação de três zagueiros - diz Roth. Apto até para, esticando o treino, cobrar inúmeras faltas, Darío Conca é presença certa. O argentino não mais sente as dores na coxa esquerda, frutos da caça a que foi imposto contra outro time pernambucano, o Sport, domingo. Sinal de que hoje pode haver uma repetição das tentativas de anti-jogo. - Sei como se joga o futebol nordestino - explica Andrade. - É muita pegada e todo mundo aguerrido. Temos que ter cuidado para não sermos surpreendidos.
|