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Curitiba. Num jogo proibido para cardíacos, repleto de viradas e lances de emoção, o Vasco sucumbiu, ontem, ao Atlético-PR, perdendo de 6 a 4. O jogo começou a mil. Aos oito minutos, Michel fez boa jogada pela esquerda e cruzou. Marcos Aurélio chutou em cima de Paulo Rink e, no rebote, Evanilson, de fora da área, encheu o pé para tirar o primeiro zero do placar. Em outros tempos o Vasco se abateria com o susto. Porém, consciente de sua força, a equipe cruzmaltina não baixou a guarda e seguiu desenvolvendo o seu jogo no campo adversário. Aos 13 minutos, Jean, a principal peça ofensiva do time carioca, recebeu no mano a mano com o zagueiro Danilo e tentou o drible. Foi travado com falta dentro da área, num pênalti para o qual o árbitro preferiu fazer vista grossa. Apesar das reclamações de Renato Gaúcho, o time carioca não se desesperou. Melhor em campo, acreditava que seu gol poderia nascer a qualquer momento. Amedrontado, o Atlético não era sombra daquele time acostumado a ditar o ritmo quando dentro de casa. Quando o volante Coutinho assumiu ares de armador e arriscou com força de longe, o goleiro atleticano Cléber se esforçou para espalmar a córner. Na cobrança, Jean rolou curta para Ramon, que, da linha da grande área, com categoria, encobriu goleiro e zagueiro num toque perfeito: 1 a 1. O golaço pôs fogo no jogo. Assim como no primeiro turno, em uma cobrança de falta - que contou com a colaboração de Cléber, que saltou antes - Andrade tornou a assinar seu nome contra o Atlético-PR. O Vasco saiu para o intervalo com a vantagem parcial no placar. Mas permitiu o empate antes dos 10 minutos da etapa final. O perigoso Marcos Aurélio recebeu com liberdade na intermediária, ajeitou o corpo e disparou o chute forte. A bola ainda tocou na grama antes de balançar as redes. Partindo com tudo para a virada, o Atlético a alcançou novamente com Marcos Aurélio. Em excelente triangulação do ataque, a zaga vascaína foi surpreendida com a entrada do atacante na cara de Cássio, que nada pôde fazer para impedir a segunda virada do jogo. Atrás do placar, Renato Gaúcho trocou Coutinho por Madson. A equipe melhorou substancialmente. Aos 23 minutos, o Vasco chegou ao empate com um gol de oportunismo do efetivo Leandro Amaral. E, aos 27, Andrade mostrou que é carrasco do rubro-negro curitibano, ao assinalar seu segundo gol de falta na partida: Vasco 4 a 3. No entanto, Danilo trouxe um novo empate. O zagueiro testou firme para vencer Cássio, após levantamento na área. Com o 4 a 4, o Vasco perdeu a cabeça. O Atlético, não. Em outra cabeçada, desta vez de Ferreira, o time da casa virou, definitivamente, a partida. E ampliou a vantagem quase no apagar das luzes quando Evanilson, o melhor em campo, cruzou da direita e Pedro Oldoni sacramentou a derrota cruzmaltina: 6 a 4.
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