|
Companhia muda nome da Iron X, que comprou de Eike Batista
Sabrina Lorenzi
A Anglo American planeja crescer no Brasil por meio de aquisições e expansão dos ativos que já possui. A mineradora avalia dobrar a produção de minério de ferro do complexo Minas-Rio, que vai entrar em operação nos próximos dois anos com 26 milhões de toneladas da matéria-prima, conforme planos iniciais. Também quer expandir o sistema de produção do Amapá, projetado para 7 milhões de toneladas. Os dois projetos são o começo de um negócio que pode chegar a 100 milhões de toneladas no país.
Para marcar presença, a multinacional trocou o nome da empresa que adquiriu de Eike Batista, a Iron X, por Anglo Ferrous Brazil.
O presidente da companhia Berne Pryor disse que o primeiro nome foi dado provisoriamente durante o processo de compra dos ativos.
– Concluída a operação, é natural que a empresa passe a ter o nome da Anglo – afirmou o executivo, na primeira entrevista à frente da recém-criada Anglo Ferrous. Pryor defendeu a manutenção de Batista na presidência do conselho de administração.
A Anglo inicia em setembro o processo de compra de ações dos acionistas minoritários da Anglo Ferrous Brazil. A companhia comprou 63% dos ativos de Eike Batista e agora quer os 37% que restam. Para ficar com os dois sistemas de produção (Rio-Minas e Amapá) e 49% da logística do negócio – que inclui mineroduto de 526 quilômetros e o Porto do Açu, no Norte Fluminense, a Anglo está investindo US$ 5,5 bilhões. Localizadas no município de Conceição de Mato Dentro, as minas do Complexo Minas-Rio ainda estão em fase de licenciamento, mas o potencial elevado de reservas já leva os executivos da empresa a pensar em uma segunda fase.
– Apesar de não termos o valor final, provavelmente vamos duplicar a capacidade do Minas-Rio.
O projeto contribuirá para os ambiociosos planos da companhia, que deseja produzir 150 milhões de toneladas de minério em 2017.
|