01 de novembro de 2007
 
BM&F faz estréia na Bovespa: alta de 22%

Luciano Feltrin

A Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) estreou ontem no pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), fechando com alta de 22%, cotada ao preço de R$ 24,40 por ação ON. No pico do dia, os papéis chegaram a subir 30%, batendo em R$ 26. O número de operações com os papéis da companhia superou 58 milhões.

Nos primeiros 30 minutos de negociação, o volume financeiro de ordens já superava R$ 1,2 bilhão, com a realização de mais de 25 mil negócios. A estréia ocorreu com tapete vermelho e a presença de personalidades de destaque no mercado financeiro, como os presidentes do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, e da Comissão de Valores Mobiliário (CVM), Maria Helena Santana. Foi dessa forma que a Bovespa recepcionou a BM&F em seu pregão.

A cerimônia simbólica da estréia dos papéis, que contou com a montagem de uma passarela ligando os prédios das duas bolsas, foi festejada pelos presidentes das duas instituições.

- O tapete vermelho e a passarela não foram colocados à toa. Todos sabem o que o tapete simboliza - disse o presidente da BM&F, Manoel Felix Cintra Neto.

- Se levarmos em consideração os IPOs da Bovespa e da BM&F, de cada R$ 10 bilhões realizados, R$ 2 bilhões geram impostos e arrecadação. O que prova a contribuição do mercado de capitais para o aumento dos níveis de formalização - completou Cintra Neto.

De acordo com o presidente da Bovespa, Raymundo Magliano, o término do processo de transformação das duas bolsas em empresas abertas fortalece a confiança de que o mercado de capitais do País vive um novo momento.

- Temos absoluta certeza de que estamos operando uma revolução silenciosa nesse sentido. Os desafios que as duas terão pela frente têm a ver com a maior visibilidade, o que demandará bons princípios de governança corporativa e, conseqüentemente, preocupa ção com acionistas minoritários - enumerou Magliano.

Para a presidente da CVM, a ransformação da BM&F em uma empresa com ações negociadas em bolsa é o reflexo de um movimento já constatado no mercado mundial.

- O maior interesse dos investidores pelo uso da negociação eletrônica alterou profundamente a natureza do negócio da BM&F - ressaltou Maria Helena.

O presidente do BC, aproveitou a ocasião para relacionar os fundamentos macroeconômicos do País como principal indutor do mercado acionário brasileiro.

- Em diversas oportunidades, estive neste mesmo prédio para discutir estratégias e entender porque o mercado local não decolava - contou Meirelles.

[ 01/12/2007 ]   02:01