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Marcelo Monteiro Os executivos estão menos exigentes nas negociações de novas propostas de trabalho. Uma pesquisa realizada pelo Grupo Catho mostra que três em cada quatro profissionais de médio e alto escalão (76,6%, mais precisamente) aceitam a primeira proposta feita pelo empregador. Entre os executivos desempregados, o índice é de 80,8%.
— A recolocação para os desempregados, especialmente os mais seniores, é difícil — explica o diretor-geral da Catho Online, Adriano Arruda.
Segundo ele, o maior índice de aceitação da primeira proposta pode ser atribuído ao cenário atual do mercado.
— Apesar do aquecimento que estamos vivendo, ainda existe uma grande oferta de profissionais para uma demanda menos numerosa de vagas. A competitividade do mercado de trabalho é muito acirrada.
Hoje, o número de profissionais jovens e qualificados disponíveis no mercado é maior, elevando o nível da concorrência.
— Os profissionais jovens são mais propensos a se arriscar em busca de seus objetivos profissionais, o que os leva a aceitar ofertas que, em princípio, podem não parecer tão interessantes.
Tal quadro favorece a situação das companhias nas negociações. — A grande oferta de profissionais qualificados à disposição no mercado dá maior força às empresas, que poucas vezes se vêem obrigadas (ou encorajadas) a melhorar suas ofertas para 'disputar' um profissional — sentencia Arruda.
Uma seleção de executivo leva, em média, 2,7 semanas e envolve duas entrevistas. Em 1997, um processo semelhante durava cerca de 3,6 semanas, com uma média de 2,5 entrevistas.
— Um dos motivos é a urgência que as empresas têm para o preenchimento de suas vagas abertas, pois, em muitos casos, os cargos que precisam ser preenchidos têm influência direta nos resultados e metas traçadas pelas empresas — diz.
Outra razão para essa aceleração nos processos seletivos é o avanço das ferramentas oferecidas para os recrutadores.
— O mercado dispõe hoje de produtos e serviços modernos e altamente especializados, que facilitam o trabalho do recrutador e oferecem possibilidades de recrutamentos altamente precisos e assertivos. A internet tem peso importante nesse cenário, pois é um dos maiores facilitadores — senão o maior — nos processos de seleção, tanto para recrutadores quanto para profissionais que buscam novas oportunidades no mercado.
Entre os executivos que durante a seleção já estão empregados em outras companhias, os processos de recrutamento mais demorados são para a escolha de presidentes/gerentes gerais (3,72 semanas), vice-presidentes (3,06) e diretores (3,64). Já entre os desempregados, a escolha mais demorada é a dos vice-presidentes (média de 3,2 semanas). O número de referências verificadas para a efetivação de um profissional também caiu: de 2,5, em média, antes de 1999, para apenas duas atualmente.
Já o percentual de candidatos submetidos a testes de seleção aumentou consideravelmente nos últimos 10 anos. Em 1997, 64,4% dos executivos contratados eram submetidos a testes. Em 2007, o índice chegou a 71,5%.
— Os testes facilitam a triagem dos profissionais e avaliam de forma rápida e precisa se eles possuem algumas habilidades e competências necessárias para o preenchimento dos cargos abertos. Por isso, são, indiscutivelmente, filtros importantes e bastante utilizados.
A pesquisa foi realizada com 12.122 profissionais empregados em companhias privadas de todo o país, por meio de um questionário enviado por e-mail, nos meses de março e abril de 2007. Mais de dois terços dos entrevistados (67,24%) são homens.
informação/computação (6,69%). Foram ouvidos presidentes/gerentes gerais (2,61% do total), vice-presidentes (0,3%), diretores (5,51%), gerentes (21,41%), coordenadores/supervisores (19,65%) e profissionais especializados (11,78%), além de consultores, professores, trainees, administrativos e operacionais.
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