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Valderez Caetano Brasília. Um maior crescimento econômico, aliado à valorização do Real - que impulsionou as importações - e o cerco do Leão da Receita aos sonegadores repercutiram positivamente na arrecadação de impostos em maio. A arrecadação, recorde para o mês, chegou a R$ 45,43 bilhões, com um crescimento real de 12,95% em relação a maio de 2006. No acumulado do ano, as receitas previdenciárias e de impostos federais já chegam a R$ 233,35 bilhões. Segundo o secretário adjunto da Receita Federal do Brasil (RFB), Carlos Alberto Barreto, somente uma empresa do setor mineral metalúrgico foi responsável pelo depósito judicial de R$ 685 milhões. A empresa foi multada por utilizar crédito-prêmio do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Mas, apesar de recorde, a arrecadação de maio foi 8,65% menor que a de abril deste ano. Segundo Barreto, o resultado de maio em relação a abril é normalmente negativo devido principalmente ao recolhimento em abril da primeira cota do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), o que torna a arrecadação deste mês atípica. - Cada mês tem a sua peculiaridade própria de arrecadação - disse o secretário. O cerco da Receita Federal aos sonegadores se concentrou na oitava Região Fiscal (São Paulo). A fiscalização recaiu sobre o ganho de capital de pessoas físicas na alienação de bens de alto valor. No ano passado, a arrecadação deste item, de janeiro a maio, foi de apenas R$ 551 milhões, mas subiu para R$ 1,69 bilhão no mesmo período deste ano. Só em maio, o imposto de pessoas físicas sobre ganho de capital teve aumento de 57,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. No ano, o aumento da arrecadação foi de 34%. Segundo os dados da Receita, o recolhimento do Imposto de Importação (II) em maio teve um aumento de 17%.
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