11 anos no Alasca
OO que leva uma moradora do Rio de Janeiro a viver em um lugar quase inóspito onde a temperatura atinge -50º C e 66 dias do ano são de completa escuridão? Uma paixão? No caso da fotógrafa e ex coordenadora da sucursal carioca do jornal Folha de São Paulo foram duas! Para Luciana Whitaker férias é sinônimo de viagem e, em 1996, preparou as malas e partiu para conhecer o Alaska. No início era só uma aventura no gelo, uma travessia de trenó puxado por cães, mas isso estava prestes a mudar. Ao término de sua aventura ela ainda tinha duas semanas de férias e, ao olhar um guia de turismo, resolveu conhecer a cidade de Barrow, de 4 mil habitantes com 60% de sua população composta pela etnia iñupiaq (povo da verdade).
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Lá, já apaixonada pelo lugar, conheceu Kelly, um dos primeiros brancos a habitar o local, trazido por seu pai, piloto de avião, aos 8 anos de idade. Caminharam sobre o gelo do oceano, escutaram as baleias respirando, seguiram pegadas de um urso polar, assistiram ao sol da meia noite e se apaixonaram. Kelly não perdeu tempo e fez o convite à Luciana para vir morar em Barrow. “Sou uma aventureira de coração e a possibilidade de morar em Barrow me seduziu. Quando uma oportunidade dessa aparece, temos que pegar”, resume Luciana que imediatamente voltou ao Brasil, fechou o apartamento e retornou ao Alasca. Daí, onze anos depois e dois filhos, ela volta ao Brasil para contar essa história em um livro, recém lançado, recheado de imagens espetaculares que relatam a cultura desse povo que ainda tem em suas raízes, a sua maior riqueza.
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A caça a baleias artesanalmente, a confecção de barcos utilizando peles de foca, o respeito aos mais velhos e a noção de sociedade são alguns dos temas que a autora descreve nesse trabalho escrito em forma de diário que, com certeza, irá fazer com que você recorde alguns conceitos tão esquecidos por nós, moradores das metrópoles.
11 Anos no Alasca
Luciana Whitaker
160 páginas
R$ 49,90 Ediouro
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