The Rolling Stones – Get her ya-ya’s out! - ABTKO
Na esteira do lançamento do incensado Shine a light, documentário produzido por Martin Scorcese, vale a pena relembrar o disco que é considerado como o divisor de águas no registro de shows e não por coinscidência protagonizado pela mesma banda, quase quarenta anos atrás: os Rolling Stones. Gravado no final da turnê americana de 1969 -mais precisamente nos dias 27 e 28 de novembro- no Madison Square Garden, Get her ya-ya’s out! revolucionou na época a forma de serem gravadas as apresentações ao vivo, imprimindo uma qualidade de captação sonora nunca alcançada. E para embalar isso tudo a banda contava na época com sua melhor formação, tendo o ex Bluesbreakers Mick Taylor no comando da guitarra solo e vinda do lançamento de dois dos seus melhores álbuns: Begar’s banquet e Let it bleed. Aliás, destes discos saíram seis das dez faixas gravadas, como Stray cat blues, Love in vain, Midnight rambler e Street fighting man.
Get her ya-ya’s out! é o ponto central da melhor fase dos Stones, que ainda contou com os dois a´lbuns seguinte: os imperdíveis Stick fingers, de 71 e Exile on main street, de 72. Ao ouvir a seqüência destes cinco álbuns fica feacil entender porque os Stones são a maior banda que esse planeta já viu.
Sugestão de faixa para fundo da narração: Midnight rambler (faixa 05)
Turtle Island Quartet - A love supreme: The legacy of John Coltrane – Telarc
O Turtle Island é um quarteto de cordas, originário da cidade californiana de Oakland. Seus integrantes têm formação clássica e iniciaram suas trajetórias na música de câmara. E a partir do profundo conhecimento teórico adquirido, o grupo passou a estender, e por que não romper, as rígidas barreiras do mais tradicional dos estilos musicais, passando a flertar com o folk, bluegrass, swing, be-bop, funk, R&B, rock e até hip-hop. Nesse disco que apresentamos, a inspiração vem do principal trabalho de um dos monstros sagrados do jazz de todos os tempos: A Love Supreme foi gravado por John Coltrane em dezembro de 64 e trouxe ao gênero a reflexão espiritual, que seria um dos alicerces do movimento contra-cultural a surgir nos anos seguintes.
Dessa forma o Turtle Island Quartet vai além das quatro faixas originais de A Love Supreme, inserindo ainda momentos que fizeram parte do processo de maturação de Coltrane, como ‘Round midnight (de Telonious Monk), So what (Miles Davis) e Countdonw, do próprio Coltrane e gravada anos antes. Além dessas, outras interpretações que em suas épocas beberam na fonte suprema, como La danse du bonheur, de John McLaughlin e Song to John, de Cick Corea e Stanley Clarke.
Sugestão de faixa para fundo da narração: Psalm (faixa 07)
G. Love – Lemonade – Brushfire records
Na estrada desde meados da década de 90, G. Love ganhou notoriedade como um dos mentores musicais do havaiano Jack Johnson, tendo trabalhado de forma destacada em suas trilhas sonoras para filmes de surfe. Com seu trio, originário da Filadélfia, G.Love –que toca guitarra e gaita- procura se utilizar de elementos do pop-rock, R&B e rap em suas composições. Em Lemonade, provavelmente seu melhor álbum até hoje, essa mistura funciona de forma harmônica, fazendo com que todas as influências possam ser percebidas, sem no entanto interferirem nas demais. Outro ponto interessante de Lemonade é a constante presença de teclados nas canções: ora piano, ora órgão Hammond são utilizados como elementos que auxiliam a enriquecer os arranjos. No mais a presença da patota da atual cena da surf music norte-americana, com Donavon assumindo o solo de guitarra em Hot cookin’, Ben Harper nos vocais da black Let the music play e, claro, o agora patrão Jack Johnson em Rainbow.
G. Love conseguiu fazer dos limoes uma bela limonada.
Sugestão de faixa para fundo da narração: Hot cookin’ (faixa 03)
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