25 de julho de 2008
 
O inferno de Camila

Se para o filósofo francês Jean Paul Sartre "o inferno são os outros", o de Camila Amado mora dentro de sua cabeça e até tem um nome: Suely. Segundo ela, "a mente do ator funciona para decorar o texto, saber a hora de suspirar ao pôr-do-sol e não esbarrar no cenário". Mas a dela não. O turbilhão de idéias em sua cabeça precisava se organizar para que as três funções acima fossem cumpridas em cena. "Tomei chá do Daime, fui ao Tibet, fiz tudo para acalmar a mente, que apelidei de Suely, uma amiga de infância meio chatinha. Resolvi promover Suely à minha secretária executiva, mas ela é mal-educada, fica puxando conversa", contou a não menos existencialista atriz, depois da leitura dos poemas de Geraldinho. "Hoje, Suely começa e eu falo: ‘Cala a boca, Suely!’. Acho que o filme é um ‘Cala a boca, Suely!’", definiu.

[ 25/07/2008 ]   02:01