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Grupo do site Drama Diário encena sua primeira peça
Rachel Almeida
O mítico número sete era o ponto de partida. O tema escolhido poderia ter sido os dias da criação do mundo (incluindo o descanso divino), os sete pecados capitais ou as sete maravilhas do planeta. Mas o grupo de jovens dramaturgos que compõe o site Drama Diário – um septeto, diga-se de passagem – queria fugir dos assuntos clichês como start para seu primeiro espetáculo em conjunto. Os vencedores da disputa teatral foram, então, os irmãos Grimm e seu Sete Anões, que deram origem a Meu primeiro anão, a estrear, dia 8, no Teatro Tablado, na Lagoa. Cada um dos integrantes ficou responsável por criar um monólogo a partir das características de um anão.
– É claro que o anão não é retratado fielmente, é usado como inspiração – explica Renata Mizhari, que fundou o site, no fim de maio, com Jô Bilac, Julia Spadaccini, Larissa Cãmara, Camilo Pellegrini, Felipe Barenco e Rodrigo Nogueira.
A página virtual (dramadiario.com), com cerca de 2 mil visitas mensais, nasceu com objetivo do grupo de mostrar que a dramaturgia carioca é profícua. São sete dramaturgos que escrevem nos sete dias da semana (cada um é responsável por um dia) cenas sobre um tema comum. Relacionamento, comida, solidão e até unha (!) estão entre os motes. O mais estranho até agora foi epizeuxe, uma figura de linguagem pela qual se repete a mesma palavra que, inclusive, a maioria não conhecia. A idéia é que o site seja um banco de peças diárias à disposição do público, já que todos os textos são armazenados.
– Os melhores textos do mês vão fazer parte de um ciclo de leitura na Casa da Gávea, que acontece sempre na última segunda-feira do mês a partir de agosto– adianta Renata.
A peça Meu primeiro anão será construída por sete monólogos com duração de sete minutos feitos por sete atrizes, comandadas por sete diretores. Todas as atrizes estarão vestidas como Branca de Neve.
A atriz Fernanda Maia é a atriz convidada do monólogo Soneca, escrito por Jô Bilac, que ganhou direção de Fábio Porchat. Integrante da companhia Pequeno Gesto, vai viver uma cheerleader numa situação desesperadora.
– Ela está cuidando de um bebê e, por engano, dá um moderador de apetite para criança em vez do remédio certo – explica a atriz. – Tive uma grande sorte pois o texto do Jô tem um humor sarcástico que me agrada.
Se a história vingar, o grupo planeja inverter a jogada no próximo projeto: convidar sete atores para entrar em cena comandado por sete diretoras.
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