21 de maio de 2008
 
John Scofield anuncia temas inéditos em show

Guitarrista pretende se concentrar também no último CD

Braulio Lorentz

Uma lenda do blues britânico (John Mayall), um dos principais guitarristas de jazz da atualidade (John Scofield) e a mais conceituada violinista do estilo (a americana Regina Carter). Estes são apenas alguns dos destaques da sexta edição do Rio das Ostras Jazz & Blues, que vai de hoje a domingo no balneário fluminense, com shows gratuitos divididos em três palcos – na Praia da Tartaruga, Lagoa de Iriry e Cidade do Jazz e do Blues, em Costa Azul.

– A platéia vai ouvir principalmente músicas do meu disco mais recente, This meets that, mas também vou tocar outras melodias e até composições que nunca gravei – anuncia Scofield, em entrevista ao JB. – Minhas apresentações nunca são iguais.

A edição deste ano tem na escalação James "Blood" Ulmer, que vem acompanhado do líder do Living Colour, Vernon Reid; Will Calhoun Band; Russell Malone; Bonerama; e The Godfathers of Groove (Masters of Groove), com participação especial de Léo Gandelman. Outros brasileiros que tocam são Blues Etílicos, Mauro Senise Quarteto, Taryn Szpilman e Dudu Lima.

– Ninguém me informou qual será o line-up exato, mas acho que todos vão ter prazer e ouvir boa música – presume Scofield. – Muito raramente sei qual a programação até esbarrar com os artistas nos bastidores. Eu sei que o ótimo guitarrista Russell Malone estará aí.

Como na edição anterior, a Dixie Square Jazz Band percorre pontos da cidade e os palcos, tocando standards do jazz de Nova Orleans. Na Casa do Jazz & Blues, em Costa Azul, haverá exposição de fotos e biografias de artistas do jazz e do blues; e exibição de documentários sobre música.

Stênio Mattos, produtor do festival, diz que o evento de Rio das Ostras é considerado um dos 100 melhores festivais de jazz do mundo, segundo lista publicada mês passado na cultuada revista americana Downbeat.

– A "bíblia do jazz" leva em conta fatores como a qualidade da programação, as belezas naturais da cidade em que o evento acontece, a infra-estrutura e o fato de ser de graça. Aqui temos condições imbatíveis – declara Mattos.

Para ele, nestes seis anos sempre houve uma tentativa de unir jazz e entretenimento. E de imbuir os artistas desse espírito.

– Quem se apresenta tem que entender que vai tocar na praia e não numa sala para 400 pessoas – compara o produtor.

A divisão entre os estilos musicais da programação também mereceu mais atenção em 2008.

– Acho que o festival deste ano é superior aos outros, pois há um equilíbrio entre blues e jazz – define Mattos. – As pessoas são comportadas, vibram com os shows e participam. Com praia, música, blues e jazz não têm como reclamar.

Já tocaram em edições passadas Stanley Jordan, Jane Monheit, T.S. Monk, Mike Stern, Richard Bona e James Carter. Em 2007, o público foi de cerca de 60 mil pessoas em cinco dias de evento. Para 2008, a expectativa é de 20 mil por dia.

[ 21/05/2008 ]   02:01