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Guitarrista pretende se concentrar também no último CD
Braulio Lorentz
Uma lenda do blues britânico (John Mayall), um dos principais guitarristas de jazz da atualidade (John Scofield) e a mais conceituada violinista do estilo (a americana Regina Carter). Estes são apenas alguns dos destaques da sexta edição do Rio das Ostras Jazz & Blues, que vai de hoje a domingo no balneário fluminense, com shows gratuitos divididos em três palcos – na Praia da Tartaruga, Lagoa de Iriry e Cidade do Jazz e do Blues, em Costa Azul.
– A platéia vai ouvir principalmente músicas do meu disco mais recente, This meets that, mas também vou tocar outras melodias e até composições que nunca gravei – anuncia Scofield, em entrevista ao JB. – Minhas apresentações nunca são iguais.
A edição deste ano tem na escalação James "Blood" Ulmer, que vem acompanhado do líder do Living Colour, Vernon Reid; Will Calhoun Band; Russell Malone; Bonerama; e The Godfathers of Groove (Masters of Groove), com participação especial de Léo Gandelman. Outros brasileiros que tocam são Blues Etílicos, Mauro Senise Quarteto, Taryn Szpilman e Dudu Lima.
– Ninguém me informou qual será o line-up exato, mas acho que todos vão ter prazer e ouvir boa música – presume Scofield. – Muito raramente sei qual a programação até esbarrar com os artistas nos bastidores. Eu sei que o ótimo guitarrista Russell Malone estará aí.
Como na edição anterior, a Dixie Square Jazz Band percorre pontos da cidade e os palcos, tocando standards do jazz de Nova Orleans. Na Casa do Jazz & Blues, em Costa Azul, haverá exposição de fotos e biografias de artistas do jazz e do blues; e exibição de documentários sobre música.
Stênio Mattos, produtor do festival, diz que o evento de Rio das Ostras é considerado um dos 100 melhores festivais de jazz do mundo, segundo lista publicada mês passado na cultuada revista americana Downbeat.
– A "bíblia do jazz" leva em conta fatores como a qualidade da programação, as belezas naturais da cidade em que o evento acontece, a infra-estrutura e o fato de ser de graça. Aqui temos condições imbatíveis – declara Mattos.
Para ele, nestes seis anos sempre houve uma tentativa de unir jazz e entretenimento. E de imbuir os artistas desse espírito.
– Quem se apresenta tem que entender que vai tocar na praia e não numa sala para 400 pessoas – compara o produtor.
A divisão entre os estilos musicais da programação também mereceu mais atenção em 2008.
– Acho que o festival deste ano é superior aos outros, pois há um equilíbrio entre blues e jazz – define Mattos. – As pessoas são comportadas, vibram com os shows e participam. Com praia, música, blues e jazz não têm como reclamar.
Já tocaram em edições passadas Stanley Jordan, Jane Monheit, T.S. Monk, Mike Stern, Richard Bona e James Carter. Em 2007, o público foi de cerca de 60 mil pessoas em cinco dias de evento. Para 2008, a expectativa é de 20 mil por dia.
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