28 de agosto de 2007
 
Palavrão de funk de branco é punk

Rodney Brocanelli

Não deixa de ser curioso pensar na reação diversa que With lasers, do Bonde do Rolê, pode causar em dois tipos de público. Aqui, ele é o típico álbum que os adolescentes tocariam no volume máximo a fim de aborrecer os pais, por causa do conteúdo pornográfico das letras. Para os gringos, que apenas querem dançar, a temática não faz diferença.

No meio das baixarias, é possível encontrar algumas citações (conscientes ou não) a obras literárias ou cinematográficas, caso de Office boy, que remete ao filme Dama do lotação. Outra das músicas tem o nome de Tieta. James Bonde, por sua vez, só não toca explicitamente no nome do famoso agente secreto talvez para evitar problemas com os produtores da série. Aqui, ele é chamado de biba, além de outros adjetivos pouco lisonjeiros.

Como toda paródia, o Bonde do Rolê tem prazo de validade. Enquanto não expirar, trata-se do que há de mais interessante no atual panorama do showbizz. Diferente e transgressor, o funk proposto por eles é o novo punk.

[ 28/08/2007 ]   02:01