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Abacavir causa hipersensibilidade em pessoas com gene alterado
Andrew Pollack
THE NEW YORK TIMES
Numa tentativa de evitar efeitos colaterais que possam levar à morte, o órgão sanitário dos Estados Unidos, o FDA, está pedindo a médicos que façam um teste genético em pacientes com Aids antes de receitarem a substância abacavir – um dos componentes do coquetel de remédios distribuído também pelo governo brasileiro.
O conselho, divulgado ontem, diz que pacientes com uma determinada variação de um gene do sistema imunológico não deveriam tomar abacavir – comercializado pela Glaxo SmithKline sob o nome de Ziagen, e parte dos coquetéis Trizivir e Epzicom – pois eles têm muito mais chance de desenvolver alergia ao medicamento. A recomendação para o teste genético também vai ser impressa nas caixas dos remédios, em tarja preta.
Uma pequena percentagem de usuários de abacavir apresentam as chamadas "reações de hipersensibilidade", quer quando comecem o tratamento ou quando voltem a tomar o remédio, depois de um intervalo. Os sintomas incluem febre, erupção cutânea, náusea e dificuldade de respirar.
O estudo, publicado no The New England Journal of Medicine, em fevereiro, descobriu que uma pré-seleção genética reduzia a incidência de suspeitas de reações de hipersensibilidade de 7,8% a 3,4%.
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