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Você já ouviu falar num filme chamado Zeitgeist (em alemão, consciente coletivo), que faz um apanhado de um sem número de teorias da conspiração sobre religião, mundo moderno e o futuro que as próximas décadas nos reservam? Ano passado o cineasta americano Peter Joseph disponibilizou Zeitgest no site GoogleVideo e de pouquinho em pouquinho o sucesso e o barulho causado pela argumentação só tem aumentado. O filme é um soco no estômago, depois um na cara, e por último um chute em suas costelas, depois que você já estiver caído no chão. Desses filmes que, na melhor das hipóteses, colocam duzentas pulgas atrás da orelha. A obra que na verdade é um documentário é dividida em três partes: na primeira, sobre religião, Peter tenta provar por A + B que o cristianismo e a Igreja Católica foram crenças e instituições criadas como ferramentas para a manipulação e controle das massas - sendo utilizados como tal até hoje pelos detentores do poder. Seriam um plágio descarado da religião egípcia e de praticamente todas as outras religiões pagãs, afinal de contas todas elas, sem exceção, - e o cristianismo não é diferente - são calcadas nos astros e em todo o conhecimento astronômico/astrológico que a humanidade acumulou desde o início dos tempos. O Código da Vinci, em suas entrelinhas, já tinha dado esta aula aos consumidores de best-sellers. A diferença é que Zeitgest não é uma obra de ficção, apresenta uma argumentação pra lá de contundente e é gratuita. Baixa quem quiser. A segunda parte fala sobre as guerras: suas razões, suas utilidades e sobretudo sobre quem lucra com elas e de que maneira. As coincidências dos acontecimentos que foram os estopins de todas as grandes guerras podem nos levar a crer que todas elas foram provocadas e propositais. Uma das partes mais instigantes das quase duas horas de documentário é a defesa da teoria de que foram os EUA que armaram o 11 de Setembro, em um "auto-atentado" cujo objetivo era, a grosso modo, tornar o povo favorável à guerra contra o Iraque. Coisa de maluco? Talvez. Mas você sabia que, além das duas torres principais, uma terceira torre, menor, que ficava atrás das duas principais, também caiu? O detalhe é que ela não foi atingida por avião algum. Veja as imagens, ouça os depoimentos e sinta-se enganado. A terceira parte traça um panorama sobre como o império americano surgiu e se estabeleceu ao longo dos últimos séculos. Fala um pouco sobre o Banco Central norte-americano (o Federal Reserve, que na verdade é propriedade privada, pasmem) e termina conjecturando sobre um pequeno grupo de detentores de capital e banqueiros internacionais que basicamente controlam o mundo inteiro. Zeitgeist quase termina de maneira pessimista, vislumbrando um possível governo global e pessoas sendo rastreadas por chips, para terminar num belo manifesto hippie-existencial. É um filme corajoso, e Peter Joseph não deve ser comparado a Michael Moore, apesar de abordar temática similar. Peter não estrela seus próprios documentários, nem aparece. Há muito menos teatro e fanfarra, quase nenhuma pitada de humor. Só mesmo informação. Além do detalhe crucial: Zeitgeist não foi feito para lucrar nos cinemas, não é entretenimento: foi lançado apenas na web e "tem como objetivo fazer com que as pessoas tenham um olhar mais crítico sobre o mundo", segundo o site oficial. Há também no site uma lista com todas as fontes e a bibliografia usadas durante a pesquisa para o filme. Há uma versão legendada em português. Veja ainda hoje, vai mudar sua vida. 4www.zeitgeistmovie.com
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