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Costumo dizer que as soluções para o trânsito exigem, à exemplo do que faz o médico, o exame das causas da "doença", o diagnóstico e o tratamento requerido para a cura ou o controle da doença. O especialista em trânsito tem o seu trabalho junto ao doente muito parecido com o do cardiologista.
Afinal, trata-se de uma deficiência circulatória, ou no caso do trânsito, de circulação. Na situação atual em que a deterioração da "circulação arterial", por onde circulava prioritariamente o transporte de massa de superfície tornou-se clamor público, o clínico (engenheiro de tráfego) é aconselhado pelo operador (engenheiro de transporte) a instalar "safenas" (viadutos e vias elevadas periféricas) ou in extremis o "transplante" ou seja , transferir a circulação do principal meio de transporte de massa para debaixo da terra (metrô).
Sem a cirurgia, o estado do "paciente" no que se refere à sua circulação estará agravado pelo aumento do "colesterol ruim", ou seja o uso do automóvel, também conhecido como carro de passeio, para se ir e vir para o trabalho, transportando apenas o seu motorista, desvirtuando-o da sua função primordial, para o passeio, quando popularizado por Henry Ford em 1912. Sem recursos financeiros para a "cirurgia", uma vez que as administrações de trânsito competem com o SUS em ineficácia e falta de recursos, as cidades estão à beira da morte por "infarto" ou "derrame".
A cidade de São Paulo, por exemplo, está paraplégica e não se deu conta. Teve um derrame cerebral, fruto daquele AVC provocado por um congestionamento de 266 km de extensão e pensa que continua com saúde?. Não pode continuar com vida saudável..
A solução que preconizamos para este tipo de doença provocada pelo "colesterol ruim" é incentivar o "colesterol bom". E o que é o colesterol bom? É simplesmente estender à ida e vinda para o trabalho o hábito salutar e econômico que se tem para o laser.
Normalmente quando sai com um casal amigo, por exemplo, para jantar ou ir ao teatro, raramente se faz cada um no seu carro. Normalmente utiliza-se o agradável e econômico transporte solidário. Vão todos num só carro. Então incentivar o "colesterol bom" , e torná-lo obrigatório, ou seja o transporte solitário obrigatório "entre os donos de carros de passeio", sob rigoroso controle informatizado, será a solução lógica. Esta prática, que exigirá uma pequena despesa de cada usuário, auxiliará a combater o "colesterol ruim", na medida em que criará recursos para o "transplante" e aumentará a capacidade arterial de 50 a 80%..
Para se coibir ou eliminar o "colesterol ruim", será criado um "imposto de congestionamento" caro, a ser cobrado para quem andar solitário. Ele agirá contra a "inflação de automóveis", como os juros altos controlam a inflação monetária. Ele também irá variar o seu valor, conforme o trânsito piore ou melhore.
O horário para o funcionamento destas restrições será determinado pelas necessidades de cada cidade Todo este tratamento, no entanto, depende da autorização de seu responsável, no caso o prefeito.. Infelizmente eles não querem nem ouvir falar neste tratamento. Atitude irresponsável provocada por falta de coragem política para adotá-lo ou então por falta de confiança no único tratamento de resultado imediato, por pura ignorância mesmo.
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