SÁBADO, 15/12/2001

Osmar admitiu o homicídio

AMAURY RIBEIRO JR.
Enviado especial

Osmar Teodoro da Silva usava documentos falsos em nome de Paulo Soares da Silva e, por onde passou depois do assassinato do padre Josimo Tavares, era conhecido como Paulão.

Osmar foi vereador pelo PMDB em Augustinópolis (GO) e, mesmo depois do crime, chegou a ser visto tranqüilamente nas ruas de Goiânia.

Três meses depois da morte de Josimo, já com a prisão preventiva decretada, Osmar admitiu em entrevista à antiga revista Senhor ter sido o mandante do crime. Mas garantiu que a razão não foi a militância do padre em defesa dos trabalhadores rurais e pela reforma agrária. Disse que o ódio por Josimo teve origem num conflito entre os dois, quando fez soar insistentemente a buzina do carro diante de manifestação de trabalhadores em que estava o padre, em Augustinópolis.

O pistoleiro que matou Josimo, Geraldo Gomes da Costa, foi condenado a 18 anos e seis meses de prisão em 1988. Depois de ter fugido da prisão três vezes, cumpre a pena em regime aberto.



 

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