Osmar
admitiu o homicídio
AMAURY RIBEIRO JR.
Enviado
especial
Osmar
Teodoro da Silva usava documentos falsos em nome
de Paulo Soares da Silva e, por onde passou depois
do assassinato do padre Josimo Tavares, era conhecido
como Paulão.
Osmar foi vereador pelo PMDB em Augustinópolis (GO)
e, mesmo depois do crime, chegou a ser visto tranqüilamente
nas ruas de Goiânia.
Três meses depois da morte de Josimo, já com a prisão
preventiva decretada, Osmar admitiu em entrevista
à antiga revista Senhor ter sido o mandante
do crime. Mas garantiu que a razão não foi a militância
do padre em defesa dos trabalhadores rurais e pela
reforma agrária. Disse que o ódio por Josimo teve
origem num conflito entre os dois, quando fez soar
insistentemente a buzina do carro diante de manifestação
de trabalhadores em que estava o padre, em Augustinópolis.
O pistoleiro que matou Josimo, Geraldo Gomes da
Costa, foi condenado a 18 anos e seis meses de prisão
em 1988. Depois de ter fugido da prisão três vezes,
cumpre a pena em regime aberto.