''Eram
oito da noite do último domingo de novembro quando
cruzei com um homem alto, aparentando 50 anos, na
porta de um cabaré em Quatro Bocas. Dez minutos
depois veio a confirmação: era o principal mandante
do assassinato do padre Josimo.
Com Guia e o motorista, eu tinha chegado à noite
a Quatro Bocas, para não levantar suspeitas. Como
os dois, fui de bermuda e chinelo, traje típico
dos moradores da região. Máquina fotográfica,
nem pensar.
Eu tinha a informação de que Paulão é protegido
pelos dois PMs de Quatro Bocas e por fazendeiros
que moram nas proximidades. Por telefone, os donos
de terra alertam Paulão sobre a chegada de policiais.
Chovia quando deixamos o povoado, por volta de
meia-noite. Vimos um homem caído na estrada. Estaria
morto? Não paramos para ver. Na manhã do dia seguinte,
estávamos de volta a Marabá.''
Depoimento de Amaury Ribeiro Jr.