QUARTA, 12/12/2001

Federação apóia as ocupações

AMAURY RIBEIRO JR.
Enviado especial

MARABÁ, PA - Das 96 ocupações em fazendas do Sul e do Sudeste do Pará, apenas seis são comandadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A maior parte dos assentamentos e das invasões de fazendas da região foi dirigida por sindicatos rurais dos municípios da região, vinculados à Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag).

Para Carlos Guedes, coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) em Marabá, a presença de pistoleiros a serviço dos fazendeiros tem impedido o fortalecimento do MST na região. Guedes explica que, ao contrário do MST, os sindicatos da região, cujos dirigentes vivem sob a ameaça de pistoleiros, só promovem invasões em fazendas com escrituras em situação irregular ou em processo de desapropriação pelo Incra.

Batalha - ''Mesmo assim, os fazendeiros e os pistoleiros reagem com violência. A batalha por um pedaço de chão é dura demais aqui no Pará'', afirmou Guedes.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rio Maria, Carlos Cabral, os trabalhadores rurais da região não estão acostumados a trabalhar em cooperativas, como muitas vezes ocorre nos assentamentos dirigidos pelo MST.

''Aqui os sindicatos apenas coordenam as ocupações e dão liberdade total para os trabalhadores rurais criarem suas associações e se organizarem como quiserem'', disse.


 

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