BRASÍLIA
- O governo federal vai promover
uma operação de combate à violência e à impunidade no Sul
do Pará com a participação do Exército e da Polícia Federal.
A operação poderá ser lançada antes do Natal e deve durar
seis meses. A criminalidade na região foi tema de reunião
do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH).
No domingo, o Jornal do Brasil iniciou uma série de
reportagens sobre violência no Pará.
A operação está sendo planejada pelos ministérios da Justiça
e do Desenvolvimento Agrário. Os dois ministérios estão
formando uma força-tarefa com órgãos federais e estaduais
para coordenar as ações. No dia 18 serão acertados os últimos
detalhes, em reunião com o governador Almir Gabriel e o
secretário de Segurança, Paulo Sette Câmara. Segundo o ouvidor
Agrário Nacional, Gercino José da Silva Filho, a operação
envolverá mil pessoas. O Exército poderá auxiliar em tarefas
de logística, informação e na construção de pequenas obras,
como pontes.
Prisões
- Outro objetivo é prender pessoas com mandados de prisão
preventiva, entre as quais pistoleiros. O Judiciário se
comprometeu a acelerar os julgamentos de pessoas que respondem
a processos. Faz parte da operação proteger 33 pessoas marcadas
para morrer. E também o fechamento de empresas de segurança
de fachada que cooperam com pistoleiros, como o Jornal
do Brasil anunciou ontem. Serão ainda alvos da operação
o tráfico de armas e de drogas na região.
O ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, confirmou
ontem a ação conjunta, mas preferiu não revelar detalhes.
O Pará é recordista nacional em casos de trabalho escravo
e em criminalidade na área rural do país.