Paixão é tema de Café Literário na Bienal

Leandro Mazzini

Rio - A paixão é mesmo uma palavra inexplicável, tanto que até intelectuais como os escritores Maria Adelaide do Amaral, Helena Jobim e Joel Birman não encontraram termos para definir a palavra em seus comentários no debate "Quem nunca se apaixonou?" ocorrido há pouco, no Café Literário da X Bienal do Livro, no Rio.

Quando o assunto foi literatura e paixão, no entanto, os autores não titubearam em comparar o ofício da escrita às experiências amorosas. "Para você escrever tem que se apaixonar, tem que amar e não pode ser auto-crítica", argumentou Helena.

Para os autores, a criação de um livro passa essencialmente pela paixão. "A paixão sustenta, mobiliza. E isso dá substância ao trabalho", comentou Joel.

Maria Adelaide concluiu o debate usando a metáfora "A paixão é um carro com os faróis voltados para trás. É um carro desgovernado. É o estado que aproxima você de Deus".

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