O rei de Havana bebe rum no Café
Leandro Mazzini
Rio - O escritor cubano Pedro Juan Guttiérrez foi protagonista do melhor Café Literário já realizado, até o momento, na X Bienal do Livro do Rio. Ele bebeu rum, falou à vontade e, como bom cubano, só faltou acender um charuto. Depois de 1h20 debatendo sobre ``literatura marginal'', ainda teve fôlego para conversar com os presentes, para a alegria dos fãs que gritavam: ``parou por quê?''. Ele não parou. Durante o encontro, Guttiérrez parecia estar em casa, literalmente. Para o cubano - admirador incondicional do Brasil - Fortaleza e Rio são um prolongamento de Havana. ``Há uma identidade social muito grande'', disse. O sucesso do cubano está na simplicidade de sua linguagem: direta e com poucas metáforas. Seus dois livros, ``Trilogia suja de Havana''(crônicas) e ``O rei de Havana'' (romance-lançamento), da Companhia das Letras, tornaram-se best-seller na Europa e abriram caminho para o terceiro, o romance ``Animal tropical'', lançado recentemente na Espanha. A produção constante e o segredo do sucesso são conseqüência de um ritual: ``Acordo, tomo um café e com muita paciência escrevo num lugar quieto. Quero que o leitor consiga ler meu livro até o final'', disse, tomando em seguida uma dose de rum.
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